A Gol registrou um prejuízo líquido de R$ 5,1 bilhões no quarto trimestre de 2024, o que representa um aumento de 365,9% em relação ao mesmo período de 2023, quando a companhia reportou perdas de R$ 1,098 bilhão. O desempenho foi impactado, principalmente, pelo aumento das despesas financeiras, além de custos e despesas operacionais.
Apesar do prejuízo, a empresa apresentou crescimento em alguns indicadores. O Ebitda recorrente (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 1,89 bilhão, um avanço de 17,2% na comparação anual. A margem Ebitda recorrente ficou em 34,3%, o que representa um crescimento de 2,2 pontos percentuais ante o mesmo período do ano anterior.
No período, a receita líquida da Gol totalizou R$ 5,519 bilhões, um aumento de 9,5% frente ao quarto trimestre de 2023.
Endividamento e alavancagem
O caixa total da Gol, que inclui equivalentes de caixa e aplicações financeiras, alcançou R$ 2,5 bilhões no 4T24. Somando-se aos valores de contas a receber, o montante chega a R$ 5,6 bilhões, equivalente a 29,5% da receita líquida acumulada nos últimos 12 meses.
A dívida bruta total da companhia fechou o trimestre em R$ 34,7 bilhões, um crescimento de 73% na comparação anual. O aumento foi impulsionado pela desvalorização cambial e pelo DIP Loan. Os empréstimos e financiamentos da empresa somaram R$ 22,6 bilhões, dos quais R$ 5,5 bilhões estão atrelados ao DIP Loan. Já o passivo total de arrendamento chegou a R$ 12,1 bilhões.
A relação dívida líquida ajustada/Ebitda recorrente UDM foi de 6,1 vezes em 31 de dezembro de 2024.
Projeções para 2025
Para 2025, a Gol estima uma receita líquida entre R$ 22,1 bilhões e R$ 22,7 bilhões. O Ebitda recorrente projetado varia entre R$ 5,7 bilhões e R$ 5,9 bilhões. As previsões consideram um dólar médio de R$ 6,04 ao longo do ano.