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Matheus Alves
Matheus Alves
Repórter - E-mail: matheus@brasilturis.com.br

Unesco reconhece 26 novos Patrimônios Mundiais em 2025

Expansão da lista da Unesco busca fortalecer a representatividade de regiões e valorizar sua diversidade cultural e natural

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) adicionou 26 novos sítios à Lista do Patrimônio Mundial durante a sessão mais recente do Comitê do Patrimônio Mundial, realizada em Paris. As novas designações contemplam locais de valor cultural e natural em países da Europa, Ásia, Oceania, América Latina e África.

Entre os destaques está o conjunto de palácios construídos pelo rei Ludwig II da Baviera, na Alemanha. A inscrição abrange os palácios de Neuschwanstein, Linderhof e Herrenchiemsee. A Unesco destacou que as construções se inspiram no Castelo de Wartburg, no Palácio de Versalhes, em contos de fadas alemães e nas óperas de Richard Wagner. Segundo a organização, os palácios representam estilos historicistas e técnicas arquitetônicas avançadas do século XIX.

“Eles são obras-primas arquitetônicas e refletem a imaginação artística, além da excentricidade do rei conhecido como o ‘rei das fábulas’”, afirmou Maria Böhmer, presidente da comissão alemã da Unesco.

A lista de 2025 também inclui quatro novos locais africanos, com destaque para as primeiras inserções de Serra Leoa e Guiné-Bissau. Em Serra Leoa, foi reconhecido o Complexo Gola-Tiwai, que reúne o Parque Nacional da Floresta de Gola e o Santuário de Vida Selvagem da Ilha Tiwai. Localizado na Floresta Alta da Guiné, o local abriga mais de mil espécies de plantas — 113 delas endêmicas — e 55 espécies de mamíferos, incluindo elefantes-da-floresta e hipopótamos-pigmeus, ambos ameaçados de extinção.

Em Guiné-Bissau, o novo patrimônio é o Ecossistema Costeiro e Marinho do Arquipélago dos Bijagós – Omatí Minhô. A área abriga espécies como tartarugas-verdes e tartarugas-de-couro, peixes-boi, golfinhos e aves migratórias. A Unesco classifica o local como uma área de importância global para a reprodução de tartarugas marinhas.

Outros países com novos sítios reconhecidos incluem Camarões, Malaui, Emirados Árabes Unidos, Austrália, China, Índia, Camboja, Irã, Malásia, Coreia do Sul, Tajiquistão, Vietnã, França, Grécia, Turquia, Rússia, Itália, México, Jamaica, Panamá, Coreia do Norte, Moçambique, Laos, Dinamarca e Brasil.

A expansão da lista vem em resposta a um esforço da Unesco para aumentar a representatividade de regiões sub-representadas, como a África Subsaariana, que até 2023 concentrava apenas 10% dos patrimônios reconhecidos. Ao mesmo tempo, a região representa uma parcela significativa dos sítios classificados como Patrimônio Mundial em Perigo. A meta do comitê é reduzir pela metade essa proporção até 2029.

Desde a criação da lista em 1978, o reconhecimento da Unesco busca preservar bens de “valor universal excepcional” para a humanidade, tanto naturais quanto culturais. Atualmente, a maior parte dos sítios se concentra na Europa e América do Norte, com a Itália liderando a lista com 61 reconhecimentos, seguida pela China com 60.

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