A Tap Air Portugal divulgou nesta semana os resultados financeiros referentes ao segundo trimestre de 2025, confirmando um lucro líquido de €37,5 milhões. O desempenho positivo reforça a trajetória de recuperação e sustentabilidade da companhia, que vinha de um primeiro trimestre mais desafiador.
Crescimento nas receitas e resultados sólidos
Entre abril e junho, as receitas operacionais avançaram 1,7% em comparação com o mesmo período do ano passado, totalizando €1,13 bilhão, impulsionadas principalmente pelas vendas de passagens (+3,1%).
O Ebitda recorrente atingiu €256,3 milhões, com margem de 23%, enquanto o Ebit recorrente ficou em €136,5 milhões, equivalente a 12% de margem. Esses números refletem maior eficiência operacional e controle de custos.
Para Luís Rodrigues, CEO da Tap, os resultados mostram resiliência:
“Após um início de ano desafiante, a Tap registou uma performance positiva no segundo trimestre, com um aumento das operações e das receitas face ao mesmo período do ano anterior. Esta dinâmica traduziu-se em resultados operacionais sólidos, contribuindo para compensar parcialmente o impacto dos eventos extraordinários ocorridos no primeiro trimestre”.
Mais passageiros e novos destinos da Tap
A companhia transportou 4,4 milhões de passageiros no trimestre, crescimento de 4,5% frente ao 2T24, em cerca de 30 mil voos (+0,8%). O fator de ocupação (Load Factor) chegou a 85%, um avanço de 2,3 pontos percentuais.
Durante o período, a Tap ampliou sua malha com novas operações e reabertura de rotas sazonais. Entre os destaques estão as conexões de Lisboa para Alicante, Ibiza, Menorca e Palma de Maiorca, além do retorno da rota anual Lisboa–Porto Alegre. Também foram lançados voos de longo curso como Lisboa–Los Angeles e Porto–Boston, além da rota doméstica Faro–Funchal.
Balanço do semestre
No acumulado de janeiro a junho, a Tap transportou oito milhões de passageiros, crescimento de 2,2% em relação ao mesmo período de 2024. A taxa média de ocupação no semestre alcançou 82,1%.
Apesar do bom resultado no segundo trimestre, as receitas semestrais recuaram 1% frente ao 1S24, somando €1,95 bilhão. O Ebitda recorrente foi de €259,2 milhões, queda de 18,3% em termos homólogos.
Estratégia e próximos passos
Rodrigues reforçou que, mesmo diante de um cenário competitivo e de desafios operacionais — como os gargalos no controle de fronteiras nos aeroportos nacionais —, a prioridade da empresa é consolidar eficiência e sustentabilidade financeira:
“À medida que avançamos para lá do Plano de Reestruturação, as nossas prioridades mantêm-se claras: transformar a Tap numa empresa consistentemente rentável e atrativa”.
O relatório completo de resultados pode ser consultado no site da Tap neste link.