O painel “Desafios e Oportunidades na Gestão de Viagens Corporativas” do 11° Fórum Abracorp, reuniu representantes do Client Advisory Board da Abracorp para debater as transformações recentes no setor, aceleradas pela pandemia, e as práticas mais eficientes na gestão de viagens corporativas. Participaram Ana Prado (Syngenta), Felipe Mendonça (Petrobrás), Jamile Martins (Braskem), Marina Shimada (Honda), Sheila Camara (KPMG) e Vivian Leão (União Química).
O mediador abriu o debate destacando que as relações entre TMCs, fornecedores e empresas evoluíram de parcerias tradicionais para modelos colaborativos, com foco em inovação tecnológica, serviços personalizados e gestão sustentável. “A pandemia da Covid-19 acelerou a adoção de novas tecnologias e a necessidade de um modelo de negócio mais eficiente e conectado”, afirma Douglas Camargo, diretor executivo da Abracorp.
Ana reforça que as prioridades atuais incluem experiência do viajante, sustentabilidade e avaliação tecnológica. “Nunca estivemos tão envolvidos e engajados com um objetivo único como agora. O cliente tem uma necessidade e vemos TMCs e fornecedores trabalhando juntos para atendê-lo”, disse.
Vivian compartilhou iniciativas da União Química para aumentar a eficiência nos processos de viagens. Ela explica como a flexibilidade, o engajamento das pessoas e a integração com a nova agência permitem reduzir prazos e melhorar a gestão, mesmo em um ambiente dinâmico pós-pandemia. “Tudo depende das pessoas”, pontua a executiva.
Gestão e políticas
O painel também abordou a gestão de custos e políticas de viagem. Mendonça destaca a importância de dados para definir prazos ideais de compra e otimizar investimentos. “A antecedência de compra é monitorada, mas o conforto do viajante é difícil de priorizar em uma economia mista, onde o menor preço é estratégico”, explica o executivo da Braskem.
Sheila Camara e Jamile Martins destacaram que a experiência do viajante vai além do preço. “O preço é importante, mas não é sempre o melhor critério. Precisamos garantir segurança, qualidade e atendimento, evitando custos ocultos de tarifas restritivas”, disse Sheila. Jamile acrescentou que a relação com agências evoluiu para parceria estratégica, com cuidado com consultores e foco na produtividade do viajante. “A questão humana nunca será substituída. Precisamos provocar esse cuidado com as pessoas”, afirmou.
As participantes também discutiram a adoção de políticas diferenciadas de acordo com o perfil do viajante e da área da empresa, destacando a importância de dados para a microgestão e flexibilidade. “Oferecemos autoaprovação para quem escolhe a menor tarifa dentro da antecedência. Monitoramos índices de remarcação e garantimos controle sem engessar o processo”, conta Ana.
Os painelistas destacam que, no momento da escolha de uma TMC, critérios como reputação, qualidade do serviço, integração tecnológica e confiabilidade são priorizados sobre o preço. “No BID global que participamos, não escolhemos pelo menor preço, mas pelas entregas, qualidade, sistemas, relatórios e atendimento”, relata a executiva da Syngenta. “A reputação da empresa e a relação de confiança são os critérios mais importantes”, complementa Marina.
Sheila reforça ainda que tecnologia e preço não funcionam isoladamente, e que é essencial ter um time engajado, com empatia e comprometimento. “Se esses pilares não forem consistentes, não adianta tecnologia ou preço baixo”, conclui a executiva da KPMG.