O Ministério do Turismo (MTur), em parceria com a Unesco, está conduzindo um mapeamento nacional do afroturismo. A iniciativa tem como objetivo identificar rotas, destinos, produtos, experiências e eventos protagonizados por afroempreendedores em todo o país. O levantamento será feito por meio de um formulário online, disponível até o dia 6 de março, para coletar informações sobre o segmento tanto em áreas urbanas quanto rurais.

Os dados obtidos serão fundamentais para a elaboração de um diagnóstico detalhado do setor e servirão como base para futuras políticas públicas e ações estratégicas. A iniciativa faz parte do “Programa Rotas Negras”, do Governo Federal, que visa fomentar o afroturismo por meio de parcerias com estados, municípios, sociedade civil e setor privado.

Além de impulsionar o setor, o mapeamento também permitirá ampliar a divulgação dos espaços voltados ao afroturismo dentro dos órgãos oficiais cadastrados no Mapa Nacional do Turismo. Por isso, a participação de afroempreendedores é essencial para garantir um retrato fiel do cenário atual.

Afroturismo: identidade e valorização cultural

O afroturismo se destaca por promover experiências culturais afrocentradas, valorizando memórias sociais e patrimônios materiais e imateriais das populações negras. Mais do que um segmento econômico, a prática reforça o protagonismo negro no turismo e contribui para a economia criativa, conectando visitantes a narrativas e tradições históricas.

Programa Rotas Negras

O mapeamento faz parte das estratégias do Programa Rotas Negras, instituído pelo Decreto nº 12.277, de 29 de novembro de 2024. A iniciativa reúne esforços de diferentes ministérios e tem como missão impulsionar o afroturismo, promover o desenvolvimento sustentável das comunidades negras e ampliar a visibilidade da cultura afro-brasileira no Brasil e no exterior.