A realização da COP30 em Belém (PA) coloca o Brasil no centro das atenções e das discussões sobre mudanças climáticas. A conferência chega a solo paraense com a meta ambiciosa de mobilizar US$ 1,3 trilhão anuais até 2035 em financiamentos climáticos. A proposta, inclusive, incentiva que empresas, estados e municípios também estabeleçam metas próprias de redução de emissões. E, com os olhos voltados para nosso país, como nós, do turismo, podemos incorporar a agenda ESG (Ambiental, Social e Governança) em nossas políticas e operações?
Pensando em tudo o que a COP30 representa, é inegável que todos temos a aprender com o que o encontro propõe. Empresas da cadeia do turismo, como hotéis, operadoras, companhias aéreas e organizadoras de eventos, podem e devem mudar o mindset sobre o que deve ser feito: revisar cadeias de suprimentos para reduzir emissões, adotar critérios de eficiência energética, investir em formação e diversidade de equipes e criar relatórios de sustentabilidade transparentes. Mais do que ações individuais, o momento pede maior cooperação entre as empresas do setor. É preciso criar sinergias capazes de fortalecer toda a cadeia turística e gerar resultados mais consistentes em sustentabilidade para atender às novas exigências de investidores, gerar boa reputação e fortalecer nosso mercado.
A mobilização em torno da COP30 é uma oportunidade para consolidar o Brasil como referência em turismo responsável e mostrar que a integração entre governos, empresas e associações é o caminho para um setor verdadeiramente alinhado às metas globais de desenvolvimento sustentável.





