A Semana de Prevenção de Acidentes em Solo da Aena Congonhas, realizada na semana passada em São Paulo (SP), teve como destaque a palestra de Amauri Alves, assessor de Safety da Abesata, sobre riscos e desafios das operações em solo. O encontro integrou a programação voltada ao debate sobre procedimentos, segurança operacional e gestão de risco no ambiente aeroportuário.
Ao longo de sua apresentação, Amauri Alves detalhou a diferença entre o desempenho esperado e o que ocorre na prática nas operações em solo. Ele enfatizou a importância da alimentação contínua de informações para o setor de segurança. “É preciso alimentar o setor de segurança para que faça uma análise de risco”, disse o assessor, ao destacar o papel dos relatórios de acidentes e incidentes.
O especialista explicou que as ações em solo podem ser classificadas em três eixos: reativas, quando há aprendizado a partir de um evento já ocorrido; preventivas, quando medidas antecipadas evitam riscos potenciais; e preditivas, quando comportamentos cotidianos que podem levar ao risco são identificados antes que se transformem em incidentes.
Amauri Alves também ressaltou a necessidade de segurança jurídica nos contratos de longo prazo entre empresas aéreas e prestadores de serviços de apoio em solo. Para ele, acordos mais estáveis permitem planejamento de modernização da frota de equipamentos e adoção de recursos que contribuem para mitigar riscos nas operações diárias.
“A mitigação efetiva de danos exige mudança cultural e organizacional”, afirmou o assessor de Safety da Abesata, ao reforçar a relevância de iniciativas como a da Aena Congonhas. Este foi o quinto evento do ano sobre o tema com participação da entidade, que também esteve presente em encontros realizados em Salvador (BA), Campinas (SP), no Aeroporto de Viracopos (SP), em Guarulhos (SP) e no Galeão, no Rio de Janeiro (RJ).
O evento reuniu especialistas do setor para discutir temas como otimização de procedimentos operacionais, gestão de riscos em solo, impactos de novas tecnologias — incluindo a adoção de veículos elétricos — e a importância da mobilidade consciente no ambiente aeroportuário.

