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Kamilla Alves
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Paralisação do governo norte-americano derruba reservas de viagens em 10% nos EUA

Shutdown afeta confiança do viajante e pressiona chegada internacional ao país em 2025

A paralisação do governo norte-americano provocou uma queda de 10% nas reservas de viagens, segundo Geoff Freeman, CEO da U.S. Travel Association. Durante participação na Phocuswright Conference, em San Diego, ele afirmou que os Estados Unidos estão “levando as viagens para os braços de seus concorrentes no exterior”, em um cenário de retração já esperada no inbound.

Freeman classificou o shutdown mais longo da história como “completamente irresponsável” e afirmou que o setor “registrou uma redução substancial nas reservas, de pelo menos 10%”. Ele destacou ainda que alguns CEOs de companhias aéreas projetam uma queda ainda maior até dezembro. Para o executivo, o impacto atinge diretamente a confiança do consumidor. “Isso afetou a disposição de viajar no período de festas”, disse ao portal Weekly Travel.

A combinação entre a paralisação e a perda de competitividade acontece em um ano em que o país deve registrar queda de 6% nas chegadas internacionais. Freeman afirmou que o movimento é global e desfavorável para o país. “O dado mais alarmante é que os Estados Unidos serão a única nação no mundo este ano a registrar redução no fluxo de viagens”, declarou. O país deve finalizar 2025 com 68 milhões de visitantes, quatro milhões a menos que em 2024 e distante dos 79 milhões registrados em 2019. “Estamos indo na direção errada”, afirmou. “E precisamos nos perguntar por que isso está acontecendo”, completou.

O executivo reconheceu medidas positivas do governo Trump, como o investimento de mais de 13 bilhões de dólares para modernizar o controle de tráfego aéreo e a redução do tempo de espera para vistos em diversos mercados. No entanto, sinalizou obstáculos que afetam a atratividade do destino, como o aumento de taxas, o corte no orçamento da Brand USA e a percepção de que o país se tornou menos acolhedor. Segundo ele, existe “medo de vir aos Estados Unidos, justificado ou não”.

Freeman relatou situações que reforçam o problema de imagem, citando um episódio na Casa Branca. Durante o anúncio da força-tarefa da Copa do Mundo, o vice-presidente afirmou que visitantes que não deixassem o país no prazo poderiam enfrentar a ação direta do Departamento de Segurança Interna. “As manchetes ao redor do mundo foram: ‘EUA ameaçam enviar o Departamento de Segurança Interna atrás de viajantes’”, disse. “Foi lamentável, não era a intenção. Foi um daqueles momentos em que você pensa: por favor, parem de nos ajudar”.

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