O Departamento de Estado dos Estados Unidos (EUA) voltou a emitir, nesta semana, o alerta máximo de viagem para a Rússia, classificado como Nível 4: Não Viajar. A orientação recomenda que cidadãos estadunidenses evitem qualquer deslocamento ao país e que aqueles que já se encontram em território russo deixem a região imediatamente.
De acordo com o novo comunicado, o alerta é motivado pelos riscos associados à continuidade da guerra com a Ucrânia, pela possibilidade de detenções arbitrárias de cidadãos dos EUA por autoridades russas e por ameaças relacionadas ao terrorismo. O governo norte-americano afirma que autoridades de segurança da Rússia têm histórico de questionar, ameaçar e prender cidadãos americanos sem justificativa consistente.
“Autoridades russas frequentemente questionam e ameaçam cidadãos dos EUA sem motivo. Serviços de segurança russos já prenderam cidadãos americanos com acusações falsas, negaram tratamento justo e os condenaram sem provas confiáveis”, afirma o texto do aviso. O documento também menciona investigações consideradas questionáveis contra americanos por motivos religiosos.
O alerta não é inédito. Desde fevereiro de 2022, quando teve início a invasão da Ucrânia, o Departamento de Estado vem recomendando que cidadãos dos EUA não viagem à Rússia.
A reemissão do aviso faz parte de um conjunto de cinco atualizações divulgadas pelo órgão desde 18 de dezembro. Além da Rússia, permanecem sob alerta de Nível 4: Não Viajar países como Belarus e Iêmen. O comunicado mais recente também inclui um alerta de Nível 2 para a Jordânia, em função de riscos relacionados ao terrorismo, e de Nível 1 para Portugal.
Atualmente, além da Rússia, o Departamento de Estado mantém alertas de Nível 4 para destinos como Venezuela, Síria, Haiti e Ucrânia. Esse é o grau mais elevado do sistema de classificação e o único que orienta explicitamente os cidadãos americanos a não viajarem ao país. Já alertas de Nível 3, vigentes para destinos como Jamaica, Colômbia e Israel, recomendam reconsiderar a viagem ou adotar cautela redobrada durante a estadia.

