O fluxo de passageiros entre o Brasil e os países da América do Sul cresceu 19,6% em 2025 e alcançou o maior volume da série histórica. De janeiro a novembro, a movimentação aérea internacional com a região somou 10,5 milhões de passageiros, considerando embarques e desembarques, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
O resultado já supera em 8,7% todo o volume registrado ao longo de 2024 e confirma a América do Sul como o principal destino internacional dos brasileiros no período. No mesmo intervalo, a movimentação total entre o Brasil e o exterior atingiu 25,8 milhões de passageiros, número 3% superior ao total contabilizado em todos os 12 meses de 2024.
A expansão do tráfego com países vizinhos foi o principal vetor do crescimento da aviação internacional brasileira em 2025. Enquanto o fluxo de passageiros para a Europa cresceu 9,6%, com 4 milhões de viajantes, e a América do Norte avançou 7%, somando 2,4 milhões, a América do Sul registrou alta de 19,3%.
Para Silvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos, o desempenho de 2025 reflete o aumento da demanda por viagens e a retomada do setor aéreo. “Chegar a novembro já tendo superado os números de todo o ano de 2024 é um feito extraordinário. Isso mostra que os brasileiros estão viajando mais e que o nosso país se reconectou ao mundo. O destaque para a América do Sul, com um crescimento de quase 20%, é outro destaque a comemorar”, afirmou.
Argentina e Chile lideram o intercâmbio regional
Entre janeiro e novembro, 5,2 milhões de passageiros embarcaram do Brasil com destino a países da América do Sul. A Argentina liderou o ranking de movimentação, com 4,3 milhões de passageiros, seguida pelo Chile, com 3,1 milhões. Juntos, os dois países responderam por mais de 70% do fluxo aéreo entre o Brasil e a região.
Outros mercados sul-americanos também registraram volumes relevantes no período, como Colômbia, com 873 mil passageiros, Peru, com 820 mil, e Uruguai, com 663 mil.
Daniel Longo, secretário nacional de Aviação Civil, avalia que os números refletem a ampliação da conectividade internacional do país. “Ao ampliarmos a conectividade com a América do Sul, temos uma rede maior, que atende a mais localidades com menor tempo e liga o Brasil ao resto do mundo com maior eficiência. Isso beneficia todo o sistema de aviação e incrementa as oportunidades de negócios e turismo”, declara.
“”O crescimento de quase 20% na região não acontece por acaso”, continua Longo. “É resultado de um ambiente regulatório estável e do esforço para atrair novas rotas, permitindo que o passageiro tenha mais opções de horários e destinos do que jamais teve”, salienta.
Retomada após a pandemia
Os dados de 2025 consolidam a recuperação do fluxo aéreo internacional com os países sul-americanos após o período mais crítico da pandemia. Em 2021, a movimentação entre o Brasil e os vizinhos da região foi de 605,7 mil passageiros. Em 2022, o volume subiu para 4 milhões, avançou para 6,9 milhões em 2023, chegou a 8,7 milhões em 2024 e, em 2025, ultrapassou a marca de 10,5 milhões de passageiros.
Na comparação com 2021, o volume registrado em 2025 é cerca de 17 vezes maior, evidenciando a retomada da demanda por viagens aéreas internacionais no mercado sul-americano.

