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Felipe Lima
Felipe Lima
Chefe de Redação - E-mail: felipe@brasilturis.com.br

Resiliência, tecnologia e personalização: confira pilares que devem nortear 2026

Estudo da Braztoa com a Sprint Dados revela que resiliência, tecnologia, IA e personalização devem orientar as decisões do turismo em 2026

O ano de 2026 será marcado por movimento, adaptação e oportunidades para o turismo brasileiro. É o que revela o estudo conduzido pela Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), em parceria com a Sprint Dados, que ouviu operadoras e agências para antecipar a percepção do setor sobre o futuro dos negócios. Ao responderem à pergunta sobre o que definirá 2026, as empresas traçaram um cenário dinâmico, desafiador e, ao mesmo tempo, promissor.

Entre todas as palavras e conceitos citados, resiliência se destacou como o principal eixo para o próximo ano. A escolha reflete a leitura de um mercado que seguirá exposto à volatilidade econômica, política e geopolítica, mas que já desenvolveu maturidade para se reinventar, manter estabilidade e avançar com criatividade e estratégia. Para as operadoras, a capacidade de adaptação será a competência central: ajustar modelos de negócio, inovar com consistência e responder rapidamente a cenários instáveis.

Na sequência, tecnologia e inteligência artificial surgem como motores estruturais do futuro. Mais do que ferramentas de apoio, passam a ocupar o centro das decisões estratégicas, impulsionando automação, personalização, plataformas integradas e ganhos expressivos de eficiência operacional. A convergência entre tecnologia e atendimento é apontada como essencial para elevar a experiência do cliente e ampliar o valor entregue ao longo da jornada.

Esse avanço tecnológico se conecta diretamente a outro vetor relevante identificado no estudo: a personalização como diferencial competitivo. O setor aponta para uma personalização escalável, inteligente e humanizada, baseada no conceito de high-tech + high-touch, em que dados, curadoria, expertise e atendimento humano atuam de forma integrada para criar experiências verdadeiramente sob medida.

A necessidade de inovação contínua também aparece como consenso. As operadoras reconhecem que evoluir deixou de ser uma escolha e passou a ser parte da dinâmica natural do setor, seja na reformulação de produtos, na adaptação de ofertas ou no redesenho das relações com viajantes e parceiros. Ainda assim, mesmo com o avanço tecnológico, a humanização permanece como pilar inegociável. Confiança, cuidado e conexão seguem sustentando o valor das operadoras no relacionamento com o mercado.

Quando o olhar se amplia para o comportamento do viajante em 2026, o estudo aponta para escolhas mais conscientes, planejadas e profundas. Ganha força a busca por experiências transformadoras, regenerativas e personalizadas, além da valorização de viagens mais curtas, destinos nacionais, rotas alternativas e menos saturadas, em resposta à superlotação de destinos tradicionais.

Apesar dos desafios, o levantamento da associação também revela expectativas de crescimento e novas oportunidades, impulsionadas por maior capacidade analítica e gestão estratégica. “Os dados deixam claro: 2026 será um ano de oportunidades, mas também de volatilidade. A diferença não está em prever todos os cenários, e sim em construir capacidade analítica e resiliência para responder rapidamente a eles. Inteligência de dados não é mais apoio — é governança”, afirma Rayane Ruas, CEO da Sprint Dados.

Na leitura geral, o setor se mostra realista, porém otimista. Termos como desafio, incerteza e instabilidade convivem com crescimento estratégico, oportunidade e esperança, revelando um mercado confiante em sua capacidade de reinvenção. Para Marina Figueiredo, presidente executiva da Braztoa, o fator humano seguirá como diferencial decisivo.

“Nosso papel é promover confiança, inteligência e conexão para que o setor avance com segurança. Em um mundo cada vez mais tecnológico, são as relações humanas, a curadoria e o cuidado que continuam fortalecendo a experiência do viajante e o trabalho das operadoras”, conclui.

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