Uma nova greve de funcionários do Museu do Louvre ocasiona o funcionamento parcial do principal museu de Paris nesta terça-feira (6). A paralisação foi aprovada por unanimidade em assembleia convocada por sindicatos intersindicais, após a retomada do movimento suspenso durante o período das festas de fim de ano.
Segundo os sindicatos CFDT e CGT, a decisão reflete a insatisfação com as condições de trabalho, especialmente relacionadas à falta de pessoal para vigilância das galerias, ao estado de conservação do edifício e às negociações consideradas insuficientes com o Ministério da Cultura da França.
A administração do museu informou que o Louvre permanece parcialmente aberto ao público, com acesso garantido a algumas de suas obras mais emblemáticas, como a Mona Lisa, a Vênus de Milo e a Vitória de Samotrácia. Outras áreas, no entanto, operam com restrições em função da adesão dos funcionários ao movimento.
A greve havia sido iniciada em 15 de dezembro, mas foi suspensa quatro dias depois para novas rodadas de diálogo. Entre os pontos de tensão está o anúncio de um corte de 5,7 milhões de euros no orçamento público destinado ao museu, além de um aumento previsto de 45% no valor dos ingressos para turistas não europeus. Embora o governo francês tenha sinalizado a reversão do corte e anunciado contratações e reajustes salariais, os sindicatos afirmam que as medidas ainda não atendem às demandas do corpo funcional.
Outro fator citado pelos grevistas é a deterioração da infraestrutura do museu, evidenciada pelo roubo de joias da Coroa ocorrido em outubro de 2025, episódio que reacendeu o debate sobre segurança e investimentos no complexo.
Em 2025, o Louvre recebeu cerca de 9 milhões de visitantes, mantendo o posto de museu mais visitado do mundo. O número representa leve alta em relação a 2024, quando foram registrados 8,7 milhões de visitantes, apesar da queda observada durante o verão europeu em função dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos realizados em Paris.

