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Kamilla Alves
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Turismo no Brasil cresce 40% e avança com força no mercado chinês

Alta histórica em 2025 supera 9 milhões de estrangeiros e consolida a China como mercado prioritário

O turismo no Brasil encerrou 2025 em um patamar inédito, impulsionado por um crescimento expressivo no fluxo internacional e, sobretudo, pelo avanço consistente do mercado chinês. Dados oficiais divulgados pela Embratur indicam que o país recebeu mais de 9 milhões de turistas estrangeiros ao longo do ano, alta de 40% em relação a 2024, quando haviam sido registrados 6,7 milhões de visitantes.

O resultado posiciona o Brasil como o destino com maior crescimento percentual do turismo internacional no mundo em 2025, superando mercados tradicionais e emergentes. O desempenho também ficou muito acima da projeção inicial do governo federal, que estimava cerca de 6,9 milhões de chegadas no período, evidenciando uma aceleração mais intensa do que o esperado.

Um dos principais destaques do ano foi o fortalecimento do Brasil no mercado chinês, considerado hoje o maior emissor de turistas do mundo. Segundo a Embratur, o número de visitantes provenientes da China cresceu 34% em 2025. Entre janeiro e novembro, foram contabilizadas 94,4 mil chegadas de turistas chineses, volume superior ao registrado em todo o ano anterior.

O avanço é atribuído a uma estratégia estruturada de reposicionamento do Brasil na Ásia, com ações de promoção direcionadas, presença em feiras internacionais, realização de press trips, parcerias com operadoras e veículos especializados, além do lançamento de plataformas digitais em mandarim e da ativação de um escritório de relações públicas no país. A China é classificada como mercado prioritário no Plano de Marketing Turístico Internacional 2025–2027.

Além do crescimento em volume de visitantes, o impacto econômico do turismo internacional também atingiu um recorde. Entre janeiro e novembro de 2025, a receita gerada pelo setor somou US$ 7,17 bilhões, alta de 8,41% na comparação anual, com efeitos diretos sobre hotelaria, transporte, alimentação, comércio e economia criativa.

Entre os mercados emissores, a Argentina manteve a liderança, com 3,1 milhões de turistas no período, crescimento de 82,1%. Chile, Estados Unidos, Uruguai e Paraguai completam a lista dos principais países de origem, reforçando a importância do turismo regional e de curta distância.

O cenário positivo também se reflete nas perspectivas para 2026. A programação aérea para a alta temporada de verão prevê 150 mil voos e 20 milhões de assentos entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, aumento de 15% na oferta.

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