O período de fim e começo de ano evidenciou dinâmicas distintas nos preços de hospedagem entre capitais brasileiras tradicionalmente associadas ao turismo de negócios. De acordo com levantamento da VExpenses, solução da VR, o Rio de Janeiro registrou aumento de até 142,7% nas diárias entre novembro e janeiro, enquanto cidades como São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Curitiba apresentaram oscilações mais moderadas ou até quedas no mesmo intervalo.
Segundo a análise, destinos com forte apelo turístico conseguem compensar a redução das viagens corporativas típicas do período com o aumento da demanda impulsionada pelo turismo de verão e pelas férias escolares, sustentando ou elevando os preços. Já nas cidades onde o fluxo empresarial é predominante, a desaceleração das atividades impacta diretamente os valores praticados.
Para Thiago Campaz, CEO e fundador da VExpenses, compreender a sazonalidade é decisivo para o planejamento corporativo. “Antecipar o planejamento e adotar uma governança com políticas de deslocamentos bem definidas pode reduzir os gastos em quase 50%. Na VExpenses, por exemplo, os valores das viagens costumam ter uma média de preços 15% menor que o mercado, o que ajuda ainda mais na composição dos orçamentos”, afirma.
Embora também seja um importante polo de negócios, o Rio de Janeiro tem sua dinâmica profundamente alterada pelo Réveillon, que atrai turistas de todo o Brasil e do exterior. Na semana da virada, o valor médio das diárias na capital fluminense chega a ser 434% superior ao das demais capitais analisadas. Durante as festividades, os hotéis registraram média de R$ 765,99, seguida por um recuo de quase 68% já na primeira semana de janeiro. As passagens aéreas acompanharam esse movimento, com pico na virada do ano e redução gradual de até 26% até o fim de janeiro.
São Paulo: negócios determinam o ritmo
Em São Paulo, a lógica é distinta. A capital paulista apresentou queda de 34% na média das diárias nas últimas duas semanas de dezembro em comparação ao início de novembro. Com o fim das férias, a tendência se inverteu, registrando alta de 37% até o final de janeiro, período marcado pela retomada das viagens corporativas.
No transporte aéreo, a ponte aérea Rio–São Paulo teve variação de R$ 543,89 no período analisado. O pico ocorreu em novembro, com redução gradual das tarifas até o fim de janeiro, resultando em uma oscilação de 155% entre o maior e o menor valor.
Brasília, Belo Horizonte e Curitiba seguem agendas próprias
Brasília registrou queda de 8% nos custos de hospedagem em relação ao início de novembro, reflexo dos recessos dos poderes. Na rota São Paulo–Brasília, as passagens ficaram 60% mais baratas antes do Natal, caindo de R$ 658 para R$ 259. Na semana natalina, houve novo pico, chegando a R$ 527, seguido de nova retração no Ano Novo e aumento gradual até o fim de janeiro, quando a alta acumulada chegou a 124,3%, às vésperas da retomada das atividades no Planalto Central.
Belo Horizonte apresentou maior estabilidade, com diárias em torno de R$ 200 durante quase todo o período, exceto na última semana do ano, quando a média alcançou R$ 255,31. Nos voos entre São Paulo e a capital mineira, houve queda de 38% durante as festas em relação ao início de novembro, seguida por novo recuo de 28% e estabilidade até o final do período.
Curitiba, por sua vez, registrou crescimento progressivo de 40% nos preços de hospedagem entre o início de novembro e o fim de janeiro. Já nos voos entre São Paulo e Curitiba, as tarifas caíram cerca de 20% antes das festividades, mantiveram-se estáveis na semana do Natal e voltaram a recuar 24% após o Ano Novo.

