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Matheus Alves
Matheus Alves
Repórter - E-mail: matheus@brasilturis.com.br

Turismo de inverno na neve cresce entre brasileiros e amplia demanda por planejamento

Dados da Braztoa e da UNWTO indicam expansão do turismo na neve e reforçam cuidados operacionais e financeiros

O turismo de inverno na neve tem registrado crescimento entre viajantes brasileiros, segundo dados da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) e da Organização Mundial do Turismo (UNWTO), movimento que amplia a necessidade de planejamento financeiro, atenção às regras locais e contratação de seguro-viagem com cobertura específica.

O inverno no hemisfério norte segue impulsionando o turismo de aventura na neve entre brasileiros. De acordo com a Braztoa, 27% das operadoras diversificaram a oferta de produtos ligados à neve para 2025, acompanhando o aumento da demanda por esportes de inverno.

No cenário internacional, o relatório “Understanding and quantifying”, da UNWTO, registrou 366 milhões de visitas às estações de esqui na temporada 2023/2024, indicando a expansão desse mercado. A expectativa para a temporada 2025/2026 é de continuidade do crescimento, impulsionada pelo interesse em experiências de inverno associadas a atividades de aventura.

As condições climáticas e geográficas desses roteiros exigem cuidados adicionais. Além da organização tradicional da viagem, os viajantes precisam considerar normas locais, a contratação de operadores credenciados e o preparo físico. Atividades como trilhas no gelo, esqui fora de pista e caminhadas em regiões de altitude demandam atenção ao grau técnico, ao esforço físico e à duração dos deslocamentos. Informar familiares ou pessoas de contato sobre o roteiro é uma medida recomendada em caso de emergências.

Segurança e exigências operacionais

Durante a temporada de neve, atividades de aventura estão sujeitas a regras específicas em diversos países, incluindo restrições de acesso, controle de riscos e certificação obrigatória de guias. Para montanhismo em neve e alta montanha, a recomendação é buscar profissionais com credenciais reconhecidas internacionalmente, como as da Federação Internacional das Associações de Guias de Montanha (UIAGM). Em atividades aquáticas realizadas em clima frio, devem ser seguidas as orientações de entidades como a Associação Profissional de Instrutores de Mergulho (PADI).

O uso de equipamentos adequados é outro ponto central. Roupas térmicas, camadas impermeáveis, botas apropriadas e kits básicos de primeiros socorros costumam ser exigidos por operadores especializados, especialmente em áreas remotas, onde mudanças bruscas de clima, neve intensa ou baixa visibilidade são comuns. Autoridades locais também podem restringir ou interditar áreas inteiras diante de riscos como avalanches.

O seguro-viagem internacional com cobertura específica para esportes de inverno é considerado essencial. Planos convencionais, em geral, não cobrem acidentes relacionados a esqui, snowboard e atividades similares.

Planejamento financeiro e conectividade

Viagens para regiões montanhosas frequentemente envolvem vilas pequenas, acesso limitado à internet e menor diversidade de meios de pagamento. Nesses casos, a recomendação é diversificar o acesso a recursos financeiros, combinando moeda estrangeira em espécie com cartão pré-pago internacional, que funciona como débito e tende a ter maior aceitação em serviços locais, além de permitir saques em moeda local. Levar dinheiro em espécie também é indicado para locais com restrição ao uso de cartões.

A conectividade pode ser instável em áreas afastadas ou de maior altitude. O uso de eSIM internacional é apontado como alternativa para manter comunicação, navegação e acesso a serviços de emergência quando o Wi-Fi não está disponível.

“Quando o viajante se prepara com antecedência e adota medidas práticas que complementam o planejamento, aproveita melhor o destino e viaja com muito mais segurança”, afirma Jorge Arbex, diretor do Grupo Travelex Confidence.

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