A administração do aeroporto civil público de Búzios, no Rio de Janeiro, entra em uma nova fase com a chegada da Dix Aeroportos, contratada pelo Grupo Modiano para gerir o Aeródromo Umberto Modiano. A mudança ocorre com o objetivo claro de ampliar o fluxo de voos, especialmente de aeronaves executivas e helicópteros, reduzindo gargalos logísticos e fortalecendo a mobilidade de um dos destinos turísticos mais consolidados do país.
Mesmo com infraestrutura turística madura e reconhecimento internacional, Búzios ainda enfrenta limitações de acesso aéreo. Localizada a cerca de quatro horas de carro do Rio de Janeiro e até sete horas de São Paulo, a cidade depende majoritariamente do transporte rodoviário. A nova gestão entende que o aeroporto pode cumprir papel estratégico ao facilitar o deslocamento de visitantes nacionais e estrangeiros, além de impulsionar negócios e eventos de maior valor agregado.
Samuel Prado, diretor-executivo da Dix Aeroportos, afirma que a meta é posicionar o terminal como indutor do desenvolvimento regional. Segundo ele, o aeroporto deve atuar de forma integrada ao trade turístico, à administração pública e a investidores privados, agregando valor à economia local e fortalecendo Búzios como destino de alcance nacional e internacional.
A Dix Aeroportos acumula mais de 20 anos de atuação no setor e lidera o consórcio NOA, responsável pelos aeroportos internacionais de Belém e Macapá. No Nordeste, administra terminais em destinos turísticos como Fernando de Noronha, Jericoacoara e Canoa Quebrada. Em São Paulo, participa da operação de 11 aeroportos regionais, incluindo São José do Rio Preto, Araçatuba e Presidente Prudente.
Fábio Fischer, diretor do Grupo Agemar, holding que controla a Dix Aeroportos, destaca que o aeroporto de Búzios possui vocação para receber novos empreendimentos, como hangares, serviços customizados para hotéis, receptivos de alto padrão, áreas comerciais, centros de convenções e corporate centers.
“Acreditamos fortemente no desenvolvimento de Búzios e seu entorno a partir da criação de um pujante polo de serviços e do impulsionamento da economia local, por meio do esforço conjunto com o trade turístico, a administração pública e empresários de diferentes setores da economia, incluindo o segmento imobiliário”, conclui.





