A Justiça do Rio de Janeiro decretou, nesta quarta-feira (7), nova prisão preventiva de João Ricardo Rangel Mendes, fundador e ex-CEO da Hurb. A decisão foi assinada por André Felipe Veras de Oliveira, da 32ª Vara Criminal da capital, atendendo a pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro.
A nova ordem de prisão foi motivada por um episódio ocorrido na noite de segunda-feira (5), quando o empresário foi detido no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Ceará, ao tentar embarcar em um voo com destino a São Paulo. Durante a abordagem, agentes identificaram o uso de documento falso e constataram que a tornozeleira eletrônica utilizada por Mendes estava descarregada.
Segundo a decisão judicial, os fatos caracterizam descumprimento das medidas cautelares impostas quando o empresário obteve liberdade provisória, em agosto de 2025, após ter sido preso no Rio de Janeiro por crimes de furto. Entre as determinações estavam o uso contínuo de monitoramento eletrônico, a proibição de deixar o estado sem autorização judicial e o cumprimento de obrigações periódicas junto ao Judiciário.
Na avaliação do magistrado, a conduta demonstra risco concreto à ordem pública. Em trecho da decisão, o juiz afirma que a concessão da liberdade provisória não pode servir como oportunidade para a prática de novos delitos, destacando que o uso de documento falso configura crime autônomo, independentemente de eventual alegação de intenção.
A defesa de João Ricardo Rangel Mendes sustenta que não houve descumprimento das medidas cautelares, argumentando que a viagem ao Ceará teve início em 29 de dezembro e não ultrapassou o prazo máximo permitido sem comunicação prévia. Os advogados também alegam que não há comprovação de que o desligamento da tornozeleira tenha ocorrido de forma intencional e informaram que irão recorrer da decisão.
De acordo com o despacho judicial, até o momento da publicação da ordem não havia confirmação oficial sobre o paradeiro do empresário, motivo pelo qual foi determinada a comunicação imediata às forças de segurança para o cumprimento do mandado de prisão.
João Ricardo Rangel Mendes havia sido preso em flagrante em abril de 2025, acusado de furtar obras de arte e outros itens em estabelecimentos na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Após cerca de três meses em prisão preventiva, passou a responder ao processo em liberdade, sob condições impostas pela Justiça.





