Em 2025, a Latam Brasil deixou de emitir mais de 16 mil toneladas de CO₂ em oito aeroportos brasileiros por meio de iniciativas voltadas ao fornecimento de energia às aeronaves em solo. Entre elas está a ampliação do Projeto 400 Hz, desenvolvido em parceria com concessionárias aeroportuárias, que permite a substituição de equipamentos externos movidos a combustível pela conexão direta das aeronaves à rede elétrica dos terminais.
Com a adoção do sistema, os aviões permanecem com seus sistemas elétricos em funcionamento sem a necessidade de queima de combustível no pátio, o que reduz emissões, ruídos e aumenta a eficiência operacional. A solução já é utilizada nos aeroportos de Viracopos/Campinas (SP), Brasília (DF), Florianópolis (SC), Vitória (ES), Porto Alegre (RS), Natal (RN), Belo Horizonte/Confins (MG) e Fortaleza (CE).
Além do fornecimento elétrico, a companhia também utiliza equipamentos externos movidos a diesel nos mesmos aeroportos. Esses dispositivos reduzem em até 80% o consumo de combustível necessário para manter as aeronaves operando em solo. Em 2025, a Latam deixou de consumir 1,7 milhão de galões de combustível, o equivalente a 6,4 milhões de litros, gerando uma economia superior a US$ 2 milhões.
“A cooperação entre companhias aéreas e aeroportos é essencial para acelerar a descarbonização da aviação. O Projeto 400Hz mostra como soluções conjuntas geram resultados reais e imediatos para a redução das emissões. Queremos que tecnologias como essa se tornem padrão em toda a nossa operação, contribuindo de forma efetiva para a descarbonização do setor”, afirma Derick Barboza, diretor de Aeroportos da Latam Brasil.
Em novembro de 2025, 80% das aeronaves da Latam atendidas nos aeroportos parceiros já utilizavam o sistema 400 Hz. A empresa informa que segue trabalhando para ampliar a adesão e apoiar a implementação da tecnologia em outros aeroportos do país.
Agenda ambiental
O grupo Latam foi incluído no Sustainability Yearbook 2024, da S&P Global, como a companhia aérea mais sustentável das Américas e a quinta no ranking global, além de ter retornado ao Índice de Sustentabilidade Dow Jones após cinco anos.
A estratégia global de sustentabilidade do grupo está estruturada em quatro frentes: Valor Compartilhado, Economia Circular, Gestão Ambiental e Gestão das Mudanças Climáticas, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
Entre as ações recentes estão a renovação da frota com aeronaves Airbus A320neo, A321neo, Boeing 787 e Embraer E195-E2, a redução de mais de 98 mil toneladas de CO₂ em 2024 por ganhos operacionais, a digitalização dos manuais de voo, o uso da tecnologia AeroSHARK em aeronaves Boeing 777, a ampliação de veículos elétricos em aeroportos brasileiros, programas de compensação de emissões e estudos voltados ao uso de combustível sustentável de aviação (SAF).

