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Matheus Alves
Matheus Alves
Repórter - E-mail: matheus@brasilturis.com.br

Oceania Cruises adota política exclusiva para adultos

Regra vale para novas reservas desde 7 de janeiro e busca padronizar a experiência a bordo da Oceania Cruises

A Oceania Cruises passou a operar oficialmente como uma companhia exclusiva para adultos. A regra entrou em vigor em 7 de janeiro e se aplica a todas as novas reservas realizadas a partir dessa data, colocando a empresa ao lado de um grupo reduzido de armadoras marítimas que adotam a mesma política.

Segundo Nathan Hickman, CCO da Oceania Cruises, a decisão reflete a proposta já existente da companhia e o perfil predominante de seus clientes, em sua maioria com 55 anos ou mais. “Sendo bem direto, a experiência da Oceania não é multigeracional nem voltada para ambientes com muitas crianças circulando”, afirma.

O executivo explicou que, durante um processo de reposicionamento iniciado no ano passado, a companhia passou a avaliar com mais clareza para quem seus navios são destinados. De acordo com Hickman, a Oceania não oferece experiências voltadas ao público infantil e alguns cruzeiros já não registravam a presença de crianças a bordo.

“Alguns clientes já acreditavam que a Oceania era uma marca exclusiva para adultos”, disse. Segundo ele, a presença ocasional de crianças acabava gerando “quase um desencontro” de expectativas. “Queremos oferecer uma atmosfera consistente em todos os nossos itinerários”, completa.

Hickman destacou ainda que a nova política não busca redefinir o produto, mas consolidar características já presentes na experiência da companhia. “Eu não diria que a decisão de operar apenas para adultos define luxo. Ela define a experiência Oceania”, reforça.

A mudança faz parte de uma série de ajustes implementados ao longo do último ano, período em que a empresa passou a se posicionar como uma marca de luxo e introduziu o conceito de “luxury of choice”, que permite ao passageiro escolher benefícios como a inclusão de cerveja e vinho no jantar ou uma excursão em terra na tarifa.

Atualmente, apenas outras duas companhias de cruzeiros marítimos adotam a política de operação exclusiva para adultos: Viking e Virgin Voyages. Apesar disso, os perfis de público são distintos. Enquanto Viking e Oceania oferecem experiências mais tradicionais e discretas a bordo, a Virgin aposta em entretenimento e um ambiente mais dinâmico.

Para agentes de viagens, a definição clara do posicionamento facilita a recomendação do produto. Bridgett Quinn Webber, consultora da Cruise Specialists, afirmou que a mudança amplia as opções para clientes que buscam cruzeiros sem a presença de crianças. “Embora normalmente não vejamos muitas crianças na Oceania, é positivo saber que, daqui para frente, não precisamos mais nos preocupar com isso”, pontua. “Especialmente em períodos como spring break, verão no Mediterrâneo e cruzeiros de fim de ano”. complementa

Nick Pena, franqueado da Cruise Planners, avaliou que a decisão traz benefícios ao mercado. “Os viajantes se beneficiam quando as marcas são transparentes sobre quem atendem melhor”, afirma. “A Oceania deixou isso muito claro de forma imediata”, declara.

Josh Tolkin, vice-presidente de relações com fornecedores da World Travel Holdings, disse confiar na decisão da companhia. “A Oceania trabalha com pesquisas orientadas por dados e mantém uma cultura centrada no cliente”, destaca.

A política de exclusividade para adultos também amplia a diferenciação em relação à Regent Seven Seas Cruises, marca irmã da Oceania, que oferece programação infantil em alguns roteiros. Segundo Hickman, os produtos seguem propostas distintas. “A Regent continua entregando uma experiência de ultraluxo e não impõe restrições a crianças, mas possui programas específicos para atender esse público”, explica.

Já a Azamara, que atua em um segmento semelhante ao da Oceania e da Viking, permite o embarque de jovens, mas não oferece clubes infantis ou programação familiar estruturada. Dondra Ritzenthaler, CEO da Azamara, afirmou que esse modelo atende famílias interessadas principalmente nas experiências em terra. “Nossos navios menores, estadias mais longas nos portos e programação focada nos destinos favorecem viagens intergeracionais mais significativas”, conclui.

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