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Matheus Alves
Matheus Alves
Repórter - E-mail: matheus@brasilturis.com.br

Viagens corporativas ganham relevância estratégica em 2026

Empresas tratam viagens corporativas como investimento diante de negociações e operações internacionais em 2026

Tensões comerciais, instabilidade geopolítica e a reconfiguração das cadeias produtivas globais têm levado empresas a reforçar o uso das viagens corporativas como parte de suas estratégias em 2026. Apesar do avanço das tecnologias de comunicação, a presença física segue considerada relevante para negociações, expansão internacional e decisões consideradas críticas.

Relatórios recentes do setor indicam que as viagens corporativas mantêm trajetória de recuperação e crescimento, impulsionadas pela necessidade de fortalecer relações comerciais, acompanhar operações em diferentes mercados e reduzir riscos em ambientes econômicos mais fragmentados. A avaliação predominante é de que encontros presenciais continuam decisivos para negociações complexas e para a construção de confiança entre parceiros.

Análises divulgadas por entidades internacionais no início do ano mostram que empresas têm priorizado deslocamentos estratégicos, mesmo diante de custos mais elevados e maior controle orçamentário. Nesse contexto, as viagens corporativas deixam de ser tratadas apenas como despesa operacional e passam a ser avaliadas como investimento ligado à performance, à governança e à competitividade.

No Brasil, a Voetur Viagens acompanha esse movimento. Com atuação nacional, a empresa observa aumento na demanda por planejamento mais detalhado, gestão de riscos e alinhamento entre mobilidade corporativa e objetivos de negócio.

“As viagens corporativas assumiram um papel ainda mais estratégico em um cenário de maior complexidade geopolítica. Em 2026, a presença física em reuniões, negociações e eventos internacionais é decisiva para empresas que buscam crescimento sustentável e relações comerciais de longo prazo”, afirma Humberto Cançado, CEO da Voetur Viagens.

Estudos setoriais indicam que os gastos globais com viagens corporativas devem continuar avançando ao longo de 2026, mesmo diante de desafios macroeconômicos em regiões como Europa e América do Norte. O movimento reflete a necessidade de acompanhar fornecedores, clientes e operações distribuídas em diferentes mercados.

Na avaliação da Voetur, além da retomada do volume, há mudança no perfil das demandas corporativas. As empresas buscam maior controle, previsibilidade e uso de dados na gestão das viagens, considerando aspectos como compliance, segurança do viajante e retorno sobre investimento.

“Os clientes estão mais atentos ao valor estratégico de cada viagem. Não se trata apenas de deslocar executivos, mas de alinhar itinerários, políticas internas e indicadores de resultado aos objetivos da empresa. As viagens corporativas hoje são uma ferramenta de gestão”, acrescenta Humberto.

Especialistas do setor avaliam que esse cenário tende a se manter ao longo de 2026, diante da intensificação de disputas comerciais, ajustes regulatórios e reorganização das cadeias globais de suprimentos. Nesse contexto, as viagens corporativas passam a integrar de forma mais direta a estratégia empresarial, ampliando o papel das gestoras de viagens como parceiras das organizações.

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