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Rafael Destro
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Redator - E-mail: Rafael@brasilturis.com.br

Ex-CEO da Hurb soma ao menos 1.400 ações cíveis e MPRJ pede inclusão na lista vermelha da Interpol

Ministério Público do Rio pede inclusão de João Ricardo Rangel Mendes na Interpol após descumprimento de medidas cautelares

João Ricardo Rangel Mendes, ex-CEO da Hurb, é alvo de ao menos 1.400 processos na esfera cível movidos por clientes que não conseguiram realizar viagens contratadas junto à agência. O levantamento foi apontado em apuração do RJ2 e reforça o volume de ações judiciais envolvendo a empresa, que teve o cadastro cancelado pelo Ministério do Turismo em abril de 2025.

Diante do descumprimento de medidas cautelares impostas anteriormente pela Justiça, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) solicitou a inclusão do empresário na lista vermelha de procurados da Interpol, além do bloqueio de seu passaporte. Para a Justiça do Rio, João Ricardo já é considerado foragido após deixar de cumprir determinações judiciais, como a apresentação periódica às autoridades e a entrega de relatórios médicos mensais.

Segundo reportagem do G1, entre os clientes lesados está o conselheiro tutelar Matheus Faria, que aguarda há dois anos a realização de uma viagem de lua de mel para Roma. Segundo ele, o pacote tinha um significado especial. “Para mim e para minha esposa era uma questão religiosa, nosso sonho era ir a Roma para receber a bênção do Papa.” O cliente afirma ter pago mais de R$ 4,5 mil pelo pacote adquirido junto à Hurb, antiga Hotel Urbano, e decidiu recorrer à Justiça ao desconfiar que a viagem não seria realizada.

A empresa foi condenada a emitir os vouchers, sob pena de multa diária, mas não cumpriu a decisão. “A Hurb não cumpriu com essa determinação. E uma vez que não existe mais os vouchers, virou perda e danos. Estamos pedindo para que os sócios façam esse pagamento, em especial o João”, afirma André Luís Oliveira, advogado do casal.

João Ricardo Rangel Mendes chegou a ser preso em flagrante em abril do ano passado, acusado de furtar obras de arte de um hotel e peças de um escritório de arquitetura. Quatro meses depois, a prisão foi substituída por medidas cautelares, sob o argumento de comprometimento da saúde mental. Segundo o MPRJ, essas determinações deixaram de ser cumpridas.

Nesta semana, o empresário foi detido por um dia em Jericoacoara, no Ceará, ao tentar embarcar para São Paulo. De acordo com as investigações, ele utilizava documento falso e estava com a tornozeleira eletrônica descarregada. Após audiência de custódia, foi solto, mas, na quarta-feira (7), a Justiça do Rio decretou novamente sua prisão preventiva. Na decisão, o juiz afirmou: “É evidente que a liberdade do acusado gera risco concreto à ordem pública, fato que justifica o seu retorno à cadeia”.

Em nota, o Procon-RJ informou que recebeu mais de 8 mil reclamações envolvendo a Hurb nos últimos quatro anos e que o alvará de funcionamento da empresa foi cassado. Já a defesa de João Ricardo Rangel Mendes afirmou que só irá se pronunciar sobre o pedido de inclusão do nome do cliente na lista vermelha da Interpol após decisão da Justiça.

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