A Azul Linhas Aéreas aguarda o desfecho da análise do investimento da United Airlines junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para dar andamento ao aporte previsto com a American Airlines. O movimento ocorre em um momento sensível para a companhia brasileira, que busca reforçar sua estrutura financeira com a entrada de capital estrangeiro.
Informações divulgadas pelo site Aeroin indicam que a rápida aprovação do aporte da United, seguida de sua suspensão após questionamento de um instituto de defesa do consumidor junto ao órgão federal, gerou atenção no mercado. O episódio acontece em meio a um cenário financeiro mais delicado da Azul, o que amplia a cautela em relação aos próximos passos.
Diante desse contexto, a companhia pretende compreender com mais profundidade as exigências do Cade e as alegações apresentadas pelo instituto antes de protocolar oficialmente o investimento da American Airlines. A expectativa é de que o aporte da American seja em valor semelhante ao da United, em torno de US$ 60 milhões para cada operação, conforme informado pela revista Valor Econômico.
Por outro lado, o IPSConsumo tem alertado para o risco de concentração de mercado decorrente desses investimentos, ainda que, segundo os próprios envolvidos, os aportes não prevejam joint venture de rotas nem operação combinada, diferentemente do modelo adotado por outras parcerias no setor, como a da Delta Air Lines com a Latam.





