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Rafael Destro
Rafael Destro
Redator - E-mail: Rafael@brasilturis.com.br

Brasil mantém 16ª posição entre os passaportes mais poderosos do mundo em 2026

Henley Passport Index aponta liderança asiática, força europeia e aumento da desigualdade no acesso à mobilidade global

O Brasil segue entre os países com maior liberdade de circulação internacional em 2026. Segundo o Henley Passport Index, divulgado na sexta-feira (9) pela consultoria londrina Henley & Partners, o passaporte brasileiro ocupa a 16ª posição no ranking global, ao lado da Argentina, garantindo acesso sem visto prévio a 169 países e territórios. O resultado mantém o país entre os 20 primeiros do mundo e reforça sua relevância no cenário sul-americano.

Elaborado com base em dados exclusivos da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), o ranking analisa o nível de acesso a 227 destinos globais e é considerado uma das principais referências internacionais para medir o poder dos passaportes. Com mais de duas décadas de série histórica, o índice também funciona como um termômetro das relações diplomáticas, da estabilidade política e dos acordos internacionais entre países.

No topo do ranking de 2026, a liderança permanece concentrada na Ásia. Singapura ocupa a primeira colocação de forma isolada, com acesso a 192 destinos sem visto. Na sequência aparecem Japão e Coreia do Sul, que dividem o segundo lugar, com 188 destinos. A Europa mantém presença dominante entre as primeiras posições, preenchendo integralmente o terceiro e o quarto lugares, com países que oferecem acesso entre 185 e 186 destinos.

Portugal integra o quinto lugar, ao lado de Hungria, Eslováquia, Eslovénia e Emirados Árabes Unidos, todos com acesso a 184 destinos. Os Emirados, inclusive, são destacados no relatório como o país que apresentou a evolução mais expressiva desde 2006, impulsionada por políticas de abertura diplomática e ampliação de acordos de isenção de vistos.

Os Estados Unidos retornaram ao top 10 em 2026, ocupando a décima posição, com acesso a 179 destinos. Ainda assim, o estudo aponta uma trajetória de perda relativa do país, que deixou de ter acesso sem visto a sete destinos apenas no último ano e figura entre as maiores quedas acumuladas do ranking nas últimas duas décadas.

Na outra ponta da lista, Afeganistão, Síria e Iraque permanecem nas últimas posições, com menos de 30 destinos acessíveis sem visto. A diferença entre o passaporte mais poderoso e o mais restrito chega a 168 destinos, evidenciando, segundo a Henley & Partners, uma desigualdade estrutural no acesso à mobilidade global.

Ranking dos passaportes mais poderosos do mundo em 2026

  • Singapura – 192 destinos
  • Japão e Coreia do Sul – 188 destinos
  • Dinamarca, Luxemburgo, Espanha, Suécia e Suíça – 186 destinos
  • Áustria, Bélgica, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Irlanda, Itália, Países Baixos e Noruega – 185 destinos
  • Hungria, Portugal, Eslováquia, Eslovénia e Emirados Árabes Unidos – 184 destinos
  • Croácia, República Checa, Estónia, Malta, Nova Zelândia e Polónia – 183 destinos
  • Austrália, Letónia, Liechtenstein e Reino Unido – 182 destinos
  • Canadá, Islândia e Lituânia – 181 destinos
  • Malásia – 180 destinos
  • Estados Unidos – 179 destinos
  • Brasil – 169 destinos

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