Turistas que cruzam a fronteira entre Brasil e Argentina devem ficar atentos a uma nova cobrança a partir de fevereiro. A cidade de Wanda, localizada a cerca de 50 quilômetros de Foz do Iguaçu, anunciou a criação de uma taxa municipal destinada a visitantes, com o objetivo de reforçar o caixa local e viabilizar investimentos em infraestrutura turística.
Batizada de Taxa Ecoturística Municipal, a medida foi aprovada pela Câmara local em novembro do ano passado e tem início previsto para fevereiro de 2026. Segundo a prefeitura, o primeiro mês terá caráter educativo, priorizando a orientação dos turistas sobre a nova regra antes do início efetivo das autuações.
De acordo com Romina Faccio, prefeita de Wanda, os recursos arrecadados serão direcionados a obras consideradas essenciais para melhorar a experiência dos visitantes, como intervenções na iluminação pública, construção de calçadas e implantação de caminhos acessíveis. O município é conhecido principalmente pelas minas de pedras preciosas, que atraem turistas da própria Argentina e também de países vizinhos, como Brasil e Paraguai.
A proposta prevê que a cobrança seja realizada diretamente nos principais pontos turísticos da cidade, o que tem gerado reação em parte do setor. Gestores de atrativos locais, como a Compañía Minera de Wanda, reclamam da falta de diálogo prévio e pedem mais transparência sobre a destinação dos recursos. “Queremos saber como esse dinheiro será usado, se realmente vai melhorar as ruas e os acessos”, afirmou um representante da empresa à imprensa local.
Os valores da taxa variam de acordo com o tipo de veículo utilizado pelo visitante. Motocicletas pagarão 2 mil pesos argentinos (cerca de R$ 8), enquanto carros de passeio terão cobrança de 5 mil pesos (aproximadamente R$ 20). Já ônibus com mais de 50 passageiros estarão sujeitos a uma tarifa de 100 mil pesos argentinos (em torno de R$ 400). O valor mínimo parte de mil pesos argentinos (cerca de R$ 4), a depender da cotação.





