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Maurício Herschander
Maurício Herschander
Repórter - E-mail: mauricio@brasilturis.com.br

Copacabana Palace apoia estreia no Brasil de obra inédita de Daniel Buren no MAM Rio

Projeto une arte, paisagem e performance em apresentação inédita na Baía de Guanabara

O Copacabana Palace, A Belmond Hotel, apoia a primeira apresentação no Brasil de Voile/Toile – Toile/Voile (Vela/Tela – Tela/Vela), obra emblemática do artista francês Daniel Buren. O projeto chega ao país em janeiro de 2026, com realização da Galeria Nara Roesler em parceria com o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), e terá como ponto central uma performance-regata marcada para o dia 22 de janeiro, às 15h.

A ação acontece em um percurso de ida e volta entre a Marina da Glória e a Praia do Flamengo, utilizando a paisagem da Baía de Guanabara como parte essencial da obra. Criada originalmente em 1975, a intervenção já foi apresentada em cidades como Berlim, Genebra, Lucerna, Miami e Minneapolis, sempre adaptada ao contexto urbano e geográfico de cada local.

Arte em movimento na paisagem carioca

No Rio de Janeiro, o projeto se desdobra em dois momentos complementares. O primeiro ocorre no mar, com uma regata-performance protagonizada por onze veleiros da classe Optimist. As embarcações partem da Marina da Glória com velas estampadas pelas inconfundíveis listras verticais de Daniel Buren, transformando o trajeto até a Praia do Flamengo em uma intervenção artística em movimento.

A proposta dialoga diretamente com o ambiente natural e urbano da cidade, característica central do trabalho do artista. O deslocamento das embarcações, a incidência da luz, o vento e a relação com o entorno fazem parte da construção da obra, que se modifica a cada nova apresentação.

“Trata-se de um trabalho feito ao ar livre e que conta com fatores externos e imprevisíveis, como clima, vento, visibilidade e posicionamento das velas e barcos, de modo que, ainda que tenha sido uma ação realizada dezenas de vezes, ela nunca é idêntica, tal qual uma peça de teatro ou um ato dramático”, disse Daniel Buren, em conversa com Pavel Pyś, curador do Walker Art Center de Minneapolis, publicada pelo museu em 2018.

Do mar ao museu

Após o término da regata, as velas utilizadas na performance passam a integrar uma exposição no MAM Rio. Instaladas no foyer do museu, elas são organizadas em estruturas autoportantes, dispostas de acordo com a ordem de chegada das embarcações, estabelecendo uma relação direta entre a ação no mar e o espaço expositivo.

A mostra permanece aberta ao público de 28 de janeiro a 12 de abril de 2026 e conta com expografia assinada pela arquiteta Sol Camacho. A proposta evidencia a transição do objeto funcional para o campo da arte, ampliando a experiência iniciada na Baía de Guanabara e convidando o público a refletir sobre movimento, espaço e percepção.

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