O mercado brasileiro de viagens corporativas voltou a registrar resultado histórico em novembro. De acordo com o Levantamento de Viagens Corporativas (LVC), realizado pela FecomercioSP em parceria com a Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev), os gastos estimados das empresas com serviços de turismo somaram R$ 14,3 bilhões no mês, crescimento de 4,7% em relação a novembro de 2024.
No acumulado de janeiro a novembro, o setor movimentou R$ 135,4 bilhões, alta de 6,5% na comparação anual e o maior volume já registrado para o período. Mantido o ritmo observado ao longo de 2025, a projeção é de que o ano seja encerrado acima das estimativas feitas no fim de 2024, que apontavam crescimento entre 4% e 5%.
“O desempenho de novembro reforça uma tendência que vem se consolidando mês a mês. As viagens corporativas seguem aquecidas porque as empresas retomaram e mantiveram seus investimentos em encontros presenciais, eventos e na circulação de seus profissionais, entendendo esse movimento como parte da estratégia de negócios”, afirma Luana Nogueira, diretora-executiva da Alagev.
O avanço das viagens a trabalho ocorre em um contexto favorável para o turismo nacional como um todo. Em novembro, quase 11 milhões de passageiros utilizaram o transporte aéreo no Brasil, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o maior volume já registrado para o mês.
O estudo também destaca o comportamento das tarifas aéreas. Apesar do aumento da demanda, a tarifa média comercializada em novembro foi de R$ 608, abaixo dos R$ 758 registrados no mesmo período do ano anterior. “Quando o custo médio da passagem recua, as empresas conseguem ampliar seus programas de viagens, levando mais pessoas a campo, e não apenas absorvendo preços mais altos. Isso fortalece toda a cadeia”, explica Luana.
Na hotelaria, os dados do Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) indicam taxa média de ocupação de 68,2% em novembro, acima dos 67% registrados um ano antes. A tarifa média cresceu 17,6%, com destaque para mercados como Belém, que apresentou maior pressão de demanda em função da realização da COP30.
Mesmo diante de sinais de desaceleração em alguns segmentos da economia, o aumento do poder de compra das famílias e a continuidade dos investimentos empresariais seguem sustentando a demanda por serviços turísticos, inclusive no segmento corporativo.
Para dezembro, a expectativa é de uma desaceleração pontual, influenciada pelo menor número de eventos corporativos, início das férias escolares e avanço do turismo de lazer. Ainda assim, a projeção é de novo recorde mensal e de manutenção de um cenário positivo em 2026, com crescimento estimado em torno de 6%.
O estudo completo pode ser consultado no documento disponibilizado pela Alagev.





