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Matheus Alves
Matheus Alves
Repórter - E-mail: matheus@brasilturis.com.br

Salvador inicia mapeamento para estruturação como destino turístico inteligente

Capital baiana inicia diagnóstico de pontos turísticos e áreas com potencial para adoção do modelo de Destino Turístico Inteligente

A Prefeitura de Salvador (BA) iniciou o mapeamento dos principais pontos turísticos da cidade e de áreas com potencial para se tornarem destinos turísticos inteligentes. A articulação começou durante a primeira reunião de 2026 do Comitê Gestor de Destinos Turísticos Inteligentes (DTI), realizada no auditório Makota Valdina, na sede da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult).

O encontro reuniu representantes de secretarias municipais, órgãos da gestão pública, iniciativa privada, entidades do trade turístico, universidades e sociedade civil organizada. A proposta é estruturar a capital baiana a partir de um modelo de gestão que integre tecnologia, inovação, sustentabilidade, governança e participação social.

A reunião foi conduzida por Pierre Valcacio, diretor de Planejamento, Inteligência e Inovação Turística da Secult, que apresentou as diretrizes do modelo DTI-BR. A metodologia é baseada em nove eixos estruturantes: governança, inovação, tecnologia, acessibilidade, criatividade, sustentabilidade, segurança, mobilidade e promoção.

Segundo Valcacio, os trabalhos do comitê terão como ponto de partida um diagnóstico da situação atual do destino. “Os exercícios são os pontos de partida para construir um diálogo consciente, que funcionam como critérios de referência para avaliar a situação atual de Salvador. A partir deles, os grupos poderão identificar lacunas, mapear oportunidades, priorizar intervenções e propor projetos de forma estruturada”, explicou.

De acordo com o diretor, a atuação do comitê será organizada por eixos temáticos, envolvendo áreas como governança, digitalização de processos, planejamento urbano, gestão de dados, participação social e uso do território. “O modelo de governança, inovação e tecnologia funciona como um plano de trabalho integrado à gestão pública, dados e transformação digital. É um processo que permite organizar a cidade para um novo patamar de gestão turística”, afirmou.

Valter Pinto, subsecretário da Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-estar e Proteção Animal (Secis), destacou o papel dos territórios criativos, culturais e ambientais no contexto do turismo inteligente. “É fundamental envolver as comunidades locais, produtores e produtoras culturais. Temos territórios com valor histórico, social, ambiental e educacional, com potencial para o turismo criativo, o ecoturismo e a economia da cultura. Esses espaços podem se transformar em polos de turismo inteligente”, disse.

Com o início dos trabalhos, Salvador passa a estruturar um modelo de gestão que conecta poder público, iniciativa privada, universidades, entidades do setor e a população, com foco na organização e no planejamento do turismo a partir dos critérios do conceito de Destino Turístico Inteligente.

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