A Atlantica Hospitality International (AHI) destinou aproximadamente R$ 100 milhões, ao longo de 2025, para retrofits em hotéis sob sua administração no Brasil. As ações envolveram 44 empreendimentos distribuídos por diferentes regiões do país, com foco em quartos e áreas comuns, como recepções e restaurantes. Atualmente, a rede administra 194 hotéis, com cerca de 28,5 mil quartos em operação.
Segundo a empresa, as intervenções tiveram como objetivo atualizar os espaços e apoiar a eficiência operacional das propriedades. As reformas também buscaram adequar os hotéis às propostas de cada bandeira e às mudanças no comportamento dos hóspedes.
De acordo com Mark Campbell, vice-presidente de Produtos e Serviços Técnicos da Atlantica Hospitality International, os projetos consideraram aspectos regionais e funcionais. “Os espaços modernizados contam histórias locais por meio de interiores que capturam a essência regional. Queremos que nossos hóspedes vivam uma experiência imersiva, que vá além da estadia, oferecendo uma conexão verdadeira com o lugar que estão visitando”, afirma.
Outro ponto destacado pela administradora foi a reorganização de áreas comuns para uso multifuncional. Lobbies, bares e restaurantes passaram a ser pensados como espaços integrados, voltados tanto a hóspedes quanto ao público local. “Restaurantes, em particular, são transformados em referências gastronômicas regionais, com cardápios autênticos e identidade própria. Queremos que sejam referências na comunidade, com uma identidade que reflita a cultura local e cardápios pensados para atrair e fidelizar pessoas da região”, acrescenta Campbell.
A Atlantica afirma que a política de retrofits segue diretrizes do setor, que indicam a necessidade de atualizações estruturais em ciclos de aproximadamente sete anos. “Hotéis que não passam por renovação periódica tendem a perder market share e comprometer sua imagem no médio e longo prazo. Nosso papel como administradora é assegurar que cada ativo entregue valor máximo, proporcionando experiências que encantem os hóspedes”, avalia o executivo.
A empresa aponta impactos diretos das reformas em indicadores operacionais. No Quality Paulista, os apartamentos reformados registraram aumento de 78% na diária média (ADR), após a criação de uma nova categoria de hospedagem. Já no Radisson Oscar Freire, a ADR dos apartamentos reformados cresceu 54% na comparação com o mesmo período anterior às obras.
Segundo a administradora, os retrofits também influenciaram indicadores de satisfação dos hóspedes. Em 2025, o Net Promoter Score (NPS) consolidado da rede superou 60 pontos, considerando todas as categorias de hotéis, incluindo econômicos e midscale.
A Atlantica projeta retrofitar 100% dos hotéis elegíveis sob sua administração até 2030, mantendo a estratégia de atualização gradual do portfólio no Brasil.










