A CVC Brasil anunciou nesta quinta-feira (15) a troca no comando executivo da companhia. Fábio Mader, atual vice-presidente de Produtos e Revenue Management, foi nomeado novo CEO, substituindo Fábio Godinho, que estava à frente da operadora há quase três anos e deixa o cargo de imediato.
O movimento ocorre em um momento em que a CVC, um dos maiores grupos de turismo da América Latina, busca consolidar sua execução operacional após um ciclo de reestruturação. Segundo avaliação do conselho de administração, Godinho apresentou perfil forte na fase de turnaround e reestruturação da empresa, mas o novo momento exige foco mais intensivo em execução e crescimento sustentável.
Mader retorna ao comando executivo com vasta experiência no setor. O executivo passou quase 15 anos na CVC, em passagens que incluíram liderança das diretorias de operações, produto nacional, produto internacional e o departamento de aéreo e marítimo. Nos últimos quatro anos, ele atuava como vp de Produtos e Revenue Manager, liderando a contratação e precificação de pacotes turísticos da operadora.
Antes de assumir a vice-presidência, Mader acumulou experiência em outras áreas do turismo e aviação, com passagens pela Gol Linhas Aéreas como diretor comercial, pela WebJet como diretor comercial e de marketing, e como CEO do grupo GJP Hotels antes de retornar à CVC em cargos estratégicos.
Plano estratégico e pilares de gestão
Ao Brazil Journal, Mader disse que a nova fase da CVC se apoiará em cinco pilares principais. O primeiro deles é colocar as pessoas no centro da estratégia. “A CVC não tem avião, hotéis… Nosso principal ativo são as pessoas. Somos reconhecidos pelo pilar assistencial e temos que reforçar isso”, afirmou, destacando a importância de reforçar a cultura interna e foco no cliente.
Outro pilar apontado pelo novo CEO é a rentabilidade. A CVC vem intensificando esforços para melhorar a eficiência dos processos internos, otimizar a precificação de produtos e continuar o processo de desalavancagem, que nos últimos anos reduziu a alavancagem financeira da companhia.
Mader também destacou a expansão internacional do negócio B2B como ponto estratégico. A operadora busca aumentar a participação de vendas para agências de viagens fora do Brasil, passando de cerca de 10% para cerca de 30% de receita em moeda forte, o que pode contribuir para hedge natural diante de pagamentos a fornecedores em dólar.
Transição no comando e desafios futuros
A saída de Godinho ocorre após quase três anos à frente da CVC, período em que ele conduziu um processo de reestruturação considerado bem-sucedido pelo board. Godinho deixa a empresa para seguir novos desafios fora da operação executiva, encerrando seu ciclo dentro da companhia.
O novo CEO assume com a missão de fortalecer a rentabilidade da CVC, manter o processo de desalavancagem e liderar a expansão global do negócio, com foco na diversificação de mercados e no desenvolvimento de soluções digitais para agentes de viagens, franqueados e clientes finais.












