O governo da Tailândia adiou para meados de 2026 a implementação da taxa de entrada para turistas estrangeiros, anteriormente prevista para entrar em vigor em 2025. A medida foi anunciada pelo Ministério do Turismo (MTur) e Esportes e justificada pela combinação entre desaceleração econômica e número de visitantes abaixo do esperado.
A cobrança, chamada localmente de kha yeap pan din (“pisar em solo tailandês”), teria o valor de 300 baht (cerca de 7,50 euros) para quem chega por via aérea, com valor reduzido de 150 baht (3,75 euros) para entradas por terra ou mar. Os recursos seriam destinados a melhorias na infraestrutura turística e à oferta de seguro para viajantes.
Segundo Chakrapol Tangsutthitham, vice-ministro do Turismo, a decisão de postergar a medida está ligada ao desempenho do setor. Até o início de julho, a Tailândia havia recebido aproximadamente 17 milhões de visitantes estrangeiros em 2025 — número 5% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior. O Turismo representa cerca de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
A queda na demanda tem sido atribuída a fatores como a valorização do baht, o aumento do custo das passagens aéreas e a desaceleração econômica em mercados emissores estratégicos, como a China. Além disso, analistas alertam que medidas comerciais dos Estados Unidos contra a Tailândia, como a imposição de tarifas, podem impactar o consumo internacional e, consequentemente, as viagens ao exterior.
Apesar da postergação da taxa, o governo tailandês segue com iniciativas voltadas à modernização dos processos turísticos. Em 2025, foi lançado um sistema digital de entrada que substitui formulários em papel por um registro online pré-chegada. Segundo autoridades locais, o novo formato contribui para a coleta de dados e otimiza o controle de fronteiras, promovendo maior eficiência no desembarque de visitantes.
Ainda que a taxa tenha sido adiada, o país continua buscando estratégias para fortalecer a competitividade de seu turismo diante dos desafios atuais.