A Transportation Security Administration (TSA) está avaliando possibilidades de ampliar seu programa de parcerias com o setor privado ao buscar soluções tecnológicas completas para a triagem de passageiros nos aeroportos dos Estados Unidos. A agência publicou, no início de julho, um Request for Information (RFI) convidando empresas a enviarem propostas de soluções que possam modernizar o processo de segurança aeroportuária.
A RFI solicita que os fornecedores apresentem projetos que reduzam a necessidade de mão de obra; utilizem inteligência artificial para proteção contra ameaças e triagem remota; aumentem a satisfação dos viajantes; e melhorem a capacidade de resposta da TSA em períodos de alta demanda ou escassez de pessoal.
Atualmente, 20 aeroportos integram o programa Screening Partnership Program (SPP), que permite a operação da triagem por empresas privadas sob supervisão da agência. O maior participante é o Aeroporto de San Francisco. No novo pedido, a TSA afirma estar “explorando oportunidades para modernizar o programa por meio da incorporação de soluções integradas e orientadas por tecnologia”.
Segundo a Biometric Update, publicação especializada nas ações tecnológicas da agência, “o RFI indica uma visão mais ampla na qual as entidades privadas não estão apenas gerenciando pessoal; elas também estão integrando e operando tecnologias de segurança avançadas como parte de um ambiente de triagem totalmente gerenciado e contínuo”.
A RFI marca apenas o início da fase de pesquisa de mercado, e a TSA destaca que as informações coletadas podem orientar futuras estratégias de aquisição e programas-piloto em aeroportos selecionados. A publicação acrescenta que, caso as respostas tenham alta qualidade, elas podem ajudar a modelar o novo contrato do SPP, previsto para entrar em vigor em setembro, com validade de dez anos.
A medida ocorre pouco após a TSA anunciar o fim da exigência de retirada de sapatos durante a triagem, além da possibilidade de flexibilizar a atual limitação de líquidos em voos para cerca de 100 ml, conforme já sinalizado pela diretora do Departamento de Segurança Interna, Kristi Noem.
As empresas interessadas têm até 1º de agosto para responder à solicitação.