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Matheus Alves
Matheus Alves
Repórter - E-mail: matheus@brasilturis.com.br

Viagens corporativas movimentam R$ 106,5 bilhões até setembro no Brasil

O setor de viagens corporativas movimentou R$ 106,5 bilhões entre janeiro e setembro de 2025, alta de 6,8% sobre o mesmo período de 2024. Os dados integram o Levantamento de Viagens Corporativas (LVC), produzido pela FecomercioSP em parceria com a Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev). O resultado supera todos os registros anteriores e ocorre em um cenário econômico mais moderado em outros segmentos.

Em setembro, o mercado atingiu R$ 13,4 bilhões, aumento de 5,1% em relação ao ano anterior e o maior volume mensal desde o início da série, em 2011. A projeção é encerrar 2025 com R$ 144 bilhões, avanço estimado de 5,7%.

O ritmo está ligado ao aumento de reuniões presenciais, viagens comerciais, feiras e congressos, indicando que o ambiente de negócios permanece aquecido em grande parte do país.

Estabilidade de custos e avanço na malha aérea

O levantamento aponta que a inflação mais baixa e a valorização do real contribuíram para previsibilidade no planejamento das empresas. As tarifas aéreas se mantiveram estáveis: a média de setembro foi de R$ 717, ante R$ 700 no mesmo mês de 2024. O volume transportado pelas companhias chegou a 8,5 milhões de passageiros no período, um recorde.

Na hotelaria, a taxa de ocupação passou de 64% para 67% entre setembro de 2024 e setembro de 2025. A diária média registrou aumento superior a 6%, segundo o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb).

“Hoje é um dos pilares da economia”, afirma Alagev

“Os resultados da pesquisa mostram que as viagens corporativas são hoje um dos pilares estratégicos da economia brasileira. Mesmo diante de um contexto macroeconômico com desafios, as empresas continuam investindo em encontros presenciais porque sabem que eles aceleram decisões, fortalecem relações e ampliam oportunidades”, afirma Luana Nogueira, diretora-executiva da Alagev.

Ela acrescenta que o ciclo atual é sustentado por maior planejamento e profissionalização. “Não é uma movimentação pontual. A cadeia está preparada, os eventos estão lotados, a hotelaria está aquecida e os custos estão se estabilizando. Entramos em um dos períodos mais fortes do calendário corporativo, e os próximos meses devem manter esse ritmo”, complementa.

Impactos externos foram menores que o esperado

O tarifaço dos Estados Unidos teve impacto abaixo do previsto no fluxo bilateral. Já as expectativas de retomada econômica em 2026, associadas ao ciclo eleitoral, possíveis reduções de juros e aumento de investimentos públicos, reforçam a perspectiva positiva.

A agenda intensa de eventos que antecede as férias escolares de dezembro deve manter o desempenho elevado. A expectativa é que o setor encerre o ano com indicadores sólidos e participação crescente na economia brasileira.

O estudo completo está disponível no link divulgado pelos organizadores.

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