A Costa Cruzeiros vem aprofundando a estratégia Sea & Land como um dos pilares do seu reposicionamento de produto, com a proposta de transformar tanto o mar quanto os destinos terrestres em protagonistas da experiência do cruzeiro.
Segundo a companhia, inovar não significa mudar a forma de navegar, mas redefinir como o hóspede vive o tempo no mar e em terra. “Navegar não é apenas conectar portos, é conectar destinos, pontos no mar e pontos em terra”, afirmou Luigi Stefanelli, worldwide sales vice president da Costa Cruzeiros.
No conceito Sea Destinations, a Costa passou a incluir paradas em locais específicos do mar, fora da lógica tradicional de porto a porto. Esses momentos são pensados para criar experiências imersivas ligadas à paisagem, ao silêncio e à natureza. “Imaginem o navio parado em um ponto mais isolado do mar, com o silêncio ao redor, ou ao entardecer em um cenário natural espetacular. Isso pode ser ainda mais memorável do que estar em terra”, explicou Stefanelli. A proposta é fazer do próprio mar um destino, ampliando a percepção de valor da navegação.
Já no eixo Land Destinations, a Costa reformulou a maneira como organiza e apresenta as experiências em terra, criando uma categorização clara das excursões. De acordo com Stefanelli, as experiências passaram a ser divididas em quatro grandes grupos. “Temos as experiências ‘must see’, que são os percursos essenciais; os verdadeiros ícones do destino, para quem quer aprofundar a vivência cultural; as experiências extraordinárias, realmente únicas; e as experiências voltadas às famílias”, detalhou.
Entre os exemplos citados durante o evento está Barcelona, onde a Costa já opera experiências classificadas como extraordinárias, além de propostas pensadas para diferentes perfis de viajantes. Outro caso apresentado foi Roma, com vivências que permitem explorar a cidade “como um local”, incluindo passeios de Vespa combinados com gastronomia e interação cultural. “São experiências que não se limitam a visitar um lugar, mas a vivê-lo de uma forma diferente”, destacou o executivo.
A estratégia Sea & Land também se reflete na construção dos itinerários. A Costa aplica o conceito tanto em cruzeiros de curta duração quanto em viagens mais longas, incluindo roteiros no Mediterrâneo, Norte da Europa, Japão e Caribe. “Esse formato se aplica a itinerários de três ou quatro dias até uma volta ao mundo com mais de 130 dias”, afirmou Stefanelli, ao reforçar que o conceito está integrado a todo o portfólio da companhia.
Para a Costa, o Sea & Land responde diretamente às mudanças no comportamento do consumidor, que busca experiências mais emocionais e significativas. “Quando falamos de maravilha, estamos falando de emoção e de uma conexão profunda com o mundo”, disse Francesco Muglia, chief commercial officer da Costa Cruzeiros, ao relacionar o conceito à Plataforma Wonder. Segundo ele, o objetivo é usar o tempo de lazer não para se desconectar, mas para “se conectar ainda mais com o mundo”.
A companhia avalia que o Sea & Land representa uma ruptura com o modelo tradicional de cruzeiros e deve ganhar ainda mais protagonismo nas próximas temporadas, ao integrar mar, terra e experiência em uma jornada única, coerente e centrada no hóspede. Outras tendências e investimento sem frotas, gastronomia a bordo e itinerários foram anunciadas durante o Costa Global Summit. Confira nesta matéria.

