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Matheus Alves
Matheus Alves
Repórter - E-mail: matheus@brasilturis.com.br

Incêndios atingem quase 12 mil hectares na Patagônia argentina

Autoridades locais e nacionais investigam possível origem criminosa dos incêndios florestais na Patagônia argentina

O Serviço Provincial de Manejo do Fogo (SPMF) de Chubut informou que 11,9 mil hectares foram destruídos por incêndios florestais na região de El Hoyo, na Patagônia argentina. O balanço foi divulgado no domingo (11) e mostra que a área afetada mais que dobrou em relação ao levantamento anterior, divulgado no sábado (10), quando o total era de 5,2 mil hectares, conforme reportou o jornal Clarín.

De acordo com o SPMF, o fogo atingiu principalmente áreas de matagais, bosques implantados e vegetação nativa. Os incêndios se intensificaram na sexta-feira (9), por volta das 13h, quando ventos mais fortes reativaram focos em diferentes localidades.

As equipes de combate comemoraram a chuva registrada no domingo (11), que ajudou a “frear o avanço” das chamas. Apesar disso, os brigadistas alertaram que ainda há focos ativos de grande porte e que o trabalho segue em andamento.

Antes da mudança nas condições climáticas, foram realizadas operações aéreas nas regiões de La Angostura, El Balcón, El Pedregoso e Aldea San Francisco. O incêndio também alcançou a área de Cárdenas, na margem noroeste do Lago Epuyén, além do estabelecimento El Trueno e da região de Bahía Las Percas, com focos secundários em áreas mais elevadas.

As autoridades argentinas investigam a possibilidade de origem criminosa. Em comunicado citado pelo Clarín, o Ministério da Segurança Nacional afirmou que “na área dos incêndios em Chubut se investigam fatos deliberados e intencionais para iniciar o fogo”, acrescentando que os indícios preliminares apontam possível vínculo com “grupos terroristas autodenominados mapuches”.

Ignacio Torres, governador de Chubut, também atribuiu os incêndios a “grupos terroristas autodenominados mapuches”. Em entrevista à rádio Mitre, no domingo (11), Torres defendeu mudanças na gestão local. “Acredito que é preciso mudar algumas autoridades locais que não estiveram à altura das circunstâncias, para além do orçamentário, que me parecem questões para discutir uma vez que a segurança das pessoas esteja 100% garantida”, afirma.

Sobre os recursos destinados à prevenção, o governador declarou que “subexecutar uma verba não é economia fiscal. Subexecutar uma verba significa que você é um mau funcionário”, pontua.

Em publicação na rede social X, Manuel Adorni, chefe de gabinete de ministros da Argentina, detalhou a operação de combate aos incêndios. Segundo ele, atuam na região 295 brigadistas, sendo 232 do governo nacional — 128 de Parques Nacionais e 104 da Agência Federal de Emergências — e 63 da província de Córdoba. A operação inclui ainda 15 meios aéreos, caminhões-pipa 4×4, apoio logístico das Forças Armadas, assistência sanitária e envio de ajuda humanitária, em coordenação com províncias, municípios e bombeiros voluntários.

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