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Kamilla Alves
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KLM retoma voos para Israel e Arábia Saudita, mas mantém suspensão para Dubai

Companhia ajusta operação por motivos de segurança e adota escala técnica para evitar pernoite de tripulações

A KLM está retomando gradualmente suas operações no Oriente Médio após suspender, na última sexta-feira (23), todos os voos para a região por preocupações relacionadas ao cenário geopolítico. A companhia confirmou que os voos entre Amsterdã e Tel Aviv serão retomados a partir desta quarta-feira (28), enquanto as rotas para a Arábia Saudita já voltaram a operar no início da semana. As operações para Dubai, no entanto, seguem suspensas.

Na sexta-feira, a KLM cancelou de forma imediata os voos para Israel, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, citando riscos à segurança regional. Durante o fim de semana, a empresa informou que avaliava alternativas para retomar os serviços o mais rapidamente possível, diante da possibilidade de agravamento repentino das tensões no Golfo Pérsico. Na terça-feira, a companhia já havia retomado as operações para Dammam e Riad, destinos considerados menos expostos devido à maior distância em relação às áreas de maior instabilidade.

A retomada dos voos para Tel Aviv ocorrerá com ajustes operacionais. O trecho de ida seguirá normalmente com voo direto, operado por aeronave Boeing 737, enquanto o retorno contará com uma escala técnica em Chipre para reabastecimento e troca de tripulação. A estratégia permite evitar o pernoite das equipes em Israel, medida que vem sendo adotada por outras companhias europeias, como British Airways e Lufthansa, que também passaram a operar voos de ida e volta no mesmo dia.

Já no caso de Dubai, a complexidade operacional é maior. As rotas são atendidas por aeronaves widebody, com maior número de passageiros e tripulantes, o que dificulta a adoção de escalas técnicas intermediárias para troca de equipes. Segundo a KLM, alternativas seguem em avaliação, mas ainda não há previsão para a retomada do serviço.

A companhia enfrentou críticas pela forma como os cancelamentos foram conduzidos, especialmente pela dificuldade relatada por passageiros para serem realocados em outros voos. Pelas regras europeias de direitos dos passageiros, as companhias aéreas são obrigadas a oferecer remarcação em outras empresas sempre que possível, além de assistência adequada durante interrupções operacionais.

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