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Turismo nacional fecha 2025 em alta histórica e impulsiona expectativas para 2026

Crescimento do faturamento, avanço da aviação e alta temporada fortalecem cenário otimista para o trade turístico brasileiro

O turismo nacional encerrou 2025 com um desempenho histórico. De acordo com levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o setor faturou R$ 205,1 bilhões entre janeiro e novembro, um crescimento de 6,2% em relação ao mesmo período de 2024. O resultado já representa um recorde, mesmo sem a contabilização do mês de dezembro, tradicionalmente impulsionado pelas férias e pelas viagens de fim de ano.

Os números demonstram o bom momento vivido pelo setor, impulsionado principalmente pela maior disponibilidade de renda e crédito entre as famílias, além do crescimento da economia brasileira ao longo do ano. Segundo a FecomercioSP, esses fatores estimularam tanto o turismo de lazer quanto o corporativo, criando um ambiente favorável para a retomada consistente das viagens no país.

A expectativa para a alta temporada é ainda mais positiva. Entre dezembro e fevereiro, o turismo deve movimentar cerca de R$ 64 bilhões, alta estimada em 7% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Somente em fevereiro, mês marcado pelo Carnaval, a projeção é de um faturamento próximo a R$ 18 bilhões, crescimento de 10% em relação a 2025.

Aviação puxa os resultados do turismo nacional

Entre os segmentos que mais contribuíram para o desempenho do setor, o transporte aéreo teve papel de destaque. Apenas em novembro, o faturamento chegou a R$ 5,2 bilhões, alta de 7,9% na comparação anual. De acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o número de passageiros transportados por quilômetro alcançou níveis recordes, superando os índices de anos anteriores.

O aumento da demanda compensou a queda no valor médio das passagens aéreas, que recuaram de R$ 759 para R$ 608 entre novembro de 2024 e o mesmo mês de 2025. Esse movimento contribuiu para ampliar o acesso às viagens e fortalecer o fluxo turístico em todo o país.

Hotelaria e impacto da COP30

Outro destaque foi o setor de hospedagem, que registrou crescimento de 4,3% em novembro, com faturamento de R$ 2,4 bilhões. Dados do IBGE indicam que os preços subiram pouco mais de 12% no período, enquanto a diária média teve avanço real de 17,6%. A taxa de ocupação também apresentou leve alta, passando de 67% para 68,2%, segundo o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb).

Em Belém, cidade que sediará a COP30 em 2025, os reflexos já são evidentes. A diária média saltou de R$ 296 para R$ 3.879 em um ano, mesmo com retração na taxa de ocupação. O Estado do Pará registrou crescimento expressivo de 42,6% no faturamento do turismo em novembro, impulsionado diretamente pela preparação para o evento climático internacional.

Crescimento regional e perspectivas

Outros Estados também apresentaram desempenho relevante. O Amazonas cresceu 16,2%, enquanto o Rio Grande do Sul avançou 9,8%, impulsionado pela retomada após as enchentes de 2024 e pela forte procura por destinos como Gramado. São Paulo manteve ritmo estável, com alta de 3,6% e faturamento próximo de R$ 5 bilhões no mês.

Para os próximos meses, a expectativa é de que destinos do Nordeste, como Bahia, Pernambuco e Ceará, concentrem grande parte da demanda, assim como polos tradicionais de verão, a exemplo de Salvador, Porto Seguro, Recife e Fortaleza. Entre os turistas estrangeiros, o Rio de Janeiro segue como um dos destinos mais procurados.

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