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Carnatal passa a integrar o calendário turístico oficial do Brasil

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Em 2024, o Carnatal movimentou R$ 112 milhões Fonte: Agência Câmara de Notícias
Em 2024, o Carnatal movimentou R$ 112 milhões. Fonte: Agência Câmara de Notícias

A Lei nº 15.286/25 passou a incluir oficialmente o Carnatal no calendário turístico do Brasil. Realizado anualmente em Natal, no Rio Grande do Norte, o evento é reconhecido como um dos maiores carnavais fora de época do país e agora passa a contar com respaldo formal da legislação federal.

A nova norma tem origem no Projeto de Lei 3034/23, de autoria do ex-deputado federal e atual prefeito de Natal, Paulinho Freire. A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 2024 e recebeu aval do Senado neste mês, antes de ser sancionada.

Com a inclusão no calendário turístico oficial, o Carnatal ganha maior visibilidade institucional e reforça sua relevância para o turismo e para a economia local. O evento reúne atrações musicais de alcance nacional, movimenta a rede hoteleira, bares, restaurantes e diversos serviços ligados à cadeia do turismo.

De acordo com dados do Instituto Fecomércio do Rio Grande do Norte, o Carnatal movimentou R$ 112 milhões em 2024. O volume representa um crescimento estimado de 51,8% em comparação ao ano anterior, evidenciando a expansão do impacto econômico do evento para o estado.

A expectativa é que o reconhecimento oficial contribua para ampliar o alcance do Carnatal nos próximos anos, fortalecendo sua posição no calendário de grandes eventos do país e estimulando novas ações de promoção turística em Natal e no Rio Grande do Norte.

Disney planeja ampliar eventos no Brasil para 40 em 2026

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Disney
Disney Magic Run 2025, que aconteceu no Rio de Janeiro, contou com 300 pessoas com deficiência correndo. Crédito: Divulgação

A The Walt Disney Company pretende ampliar sua atuação no segmento de eventos ao vivo no Brasil em 2026. A meta é passar de 22 eventos realizados em 2025 para 40 no próximo ano, segundo informou Luiza Queiroz, diretora de marketing integrado e live experiences da The Walt Disney Company Brasil.

“A experiência ao vivo traz essa conexão. É uma forma de engajar muito mais concreta e muito mais experiencial, que é o que o consumidor hoje busca, ele quer viver as coisas, ele não quer só ver, ele quer experimentar”, afirmou a executiva.

A Disney atua com eventos presenciais no País há décadas, especialmente em shoppings e corridas temáticas, mas intensificou essa estratégia a partir de 2022, com a primeira edição do Mundo Pixar, criada no Brasil, e, posteriormente, com a realização da D23 em 2024. De acordo com Queiroz, o Brasil se destaca na criação e no desenvolvimento de ideias e tem um público que valoriza experiências. “Depois da pandemia, o mercado teve um boom. A agenda cultural está cada vez mais repleta de oportunidades e a Disney não podia estar fora”, disse.

Para 2026, o calendário de eventos ao vivo da companhia no Brasil deve incluir corridas, shows, concertos, eventos em shopping centers, exposições e ativações com personagens. Um dos projetos que seguirá no próximo ano é o Disney Celebra – Um Natal Inesquecível, em Curitiba (PR), que começa em 2025 e terá nova edição em 2026. O evento inclui decoração interativa no Parque Barigui, sessões gratuitas do Disney+ Open Air, shows ao vivo e 17 ativações de patrocinadores.

Outra novidade é a ampliação da Disney Magic Run. Pela primeira vez, a corrida será transformada em um circuito com quatro etapas, passando por São Paulo, Florianópolis, Porto Alegre e Curitiba. A proposta inclui kits e medalhas colecionáveis e percursos por pontos turísticos das cidades. “Para gente é um festival de bem-estar que aproxima as famílias e as comunidades das nossas histórias”, comentou a diretora.

Sobre a escolha das cidades, Luiza explicou que a decisão considera diferentes critérios. “Vemos onde temos um público que tem essa demanda por corrida, mas são cidades que possam aumentar a nossa capilaridade, que é um dos nossos objetivos em eventos o ano que vem”, afirmou.

Em relação à D23, realizada pela primeira vez no Brasil em 2024, a executiva confirmou que o evento retorna para Los Angeles, nos Estados Unidos, em 2026. Segundo ela, não há planos de uma nova edição no Brasil, embora a Disney avalie levar o evento para outro país da América Latina.

Ainda para 2026, estão previstos o show Viva – A Vida é uma Festa em São Paulo e no Rio de Janeiro, em parceria com a produtora Aventura; o espetáculo The Sound of Magic em São Paulo no segundo semestre; a exposição de Stitch, também no segundo semestre, na capital paulista; o retorno do Mundo Pixar ao Rio de Janeiro, de abril a agosto, no Barra Shopping; além de uma nova edição do Natal em Curitiba, com tema ainda não divulgado.

Para 2027, a companhia planeja trazer ao Brasil o musical da Broadway A Bela e a Fera, em São Paulo, com produção da EGG. “Todas essas novas experiências podem nos fazer ter um ano bem forte para live experiences no ano que vem no Brasil”, concluiu Luiza Queiroz.

Rio recebe título de maior réveillon do mundo pelo Guinness Book

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Rio Guinness Book
Recorde foi estabelecido com o público estimado em 2,5 milhões de pessoas na praia de Copacabana. Foto: Gabriel Monteiro/Riotur

O Rio de Janeiro passou a integrar oficialmente o Guinness Book como palco do maior réveillon do mundo. O reconhecimento foi concedido nesta terça-feira (30), durante cerimônia realizada no palco principal da festa, em Copacabana, na Zona Sul da capital fluminense.

Na ocasião, uma representante oficial do Guinness Book entregou ao prefeito Eduardo Paes a placa que certifica o recorde mundial, consolidando a cidade como sede da maior celebração de Ano-Novo do planeta. A certificação foi baseada na comprovação do público presente na virada, estimado em 2,5 milhões de pessoas concentradas na areia da Praia de Copacabana.

De acordo com a representante da entidade, uma série de evidências técnicas e registros oficiais foi apresentada para validar o número de participantes durante a noite do réveillon. Após a análise do material, o Guinness confirmou o recorde, que coloca o evento carioca no topo do ranking global de celebrações de Ano-Novo em número de público.

O título reforça a posição estratégica do réveillon do Rio de Janeiro no calendário internacional de grandes eventos e seu impacto direto no turismo, na economia e na imagem do destino no exterior. Realizada anualmente, a festa em Copacabana é um dos principais motores da alta temporada turística no Brasil, atraindo visitantes nacionais e internacionais, além de mobilizar uma ampla operação de serviços públicos, segurança, transporte e entretenimento.

Jurassic Park River Adventure fecha para reforma em 2026 no Islands of Adventure

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Jurassic Park River Adventure
Atração ficará fechada de janeiro a novembro de 2026, segundo calendário oficial de reformas da Universal em Orlando. Crédito: Divulgação

O Universal Islands of Adventure, em Orlando (EUA), confirmou que a atração Jurassic Park River Adventure passará por uma reforma programada de longa duração em 2026. O fechamento temporário começa em 5 de janeiro, com último dia de funcionamento em 4 de janeiro, e a reabertura está prevista para 20 de novembro de 2026.

A informação consta no calendário oficial de reformas divulgado pela Universal em sua página de horários dos parques. Com isso, a atração ficará fora de operação por quase nove meses. A empresa não detalhou quais intervenções serão realizadas durante o período.

Inaugurada em 1999, junto com a abertura do próprio Islands of Adventure, a Jurassic Park River Adventure é inspirada no universo original de Jurassic Park. O passeio de barco percorre cenários com dinossauros animatrônicos e culmina em uma queda final após o encontro com um animatrônico de Tiranossauro Rex.

Embora não haja confirmação oficial sobre mudanças temáticas, o fechamento prolongado ocorre em meio a comparações com Jurassic World: The Ride, no Universal Studios Hollywood, que passou por reformas recentes e incorporou elementos da fase mais atual da franquia. Em Orlando, a atração mantém até hoje a ambientação clássica de Jurassic Park.

Além dessa reforma, o Islands of Adventure também prevê intervenções em outras áreas, como The Lost Continent, ainda sem detalhes divulgados. A Universal informou ainda que o parque aquático Volcano Bay ficará fechado por vários meses entre 2026 e 2027, dentro de um cronograma de manutenção.

Com o cronograma anunciado, 2025 será o último ano completo de funcionamento da Jurassic Park River Adventure antes da reforma programada.

Cancelamentos e atrasos afetam 2,1 milhões de passageiros em novembro

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Cancelamentos e atrasos
Total de passageiros afetados por voos cancelados ou com atraso acima de duas horas no Brasil aumenta 22% em novembro, segundo relatório AirHelp. Crédito: Freepik

O volume de passageiros afetados por cancelamentos de voos ou atrasos superiores a duas horas nos aeroportos brasileiros cresceu de forma expressiva em novembro. De acordo com levantamento da AirHelp, empresa global de tecnologia voltada à defesa dos direitos do passageiro aéreo, 2,14 milhões de pessoas enfrentaram esse tipo de transtorno no mês, número 22% maior do que o registrado em outubro, quando 1,76 milhão de viajantes foram impactados.

Os dados indicam que, em novembro, aproximadamente um em cada cinco passageiros que passaram pelos aeroportos do país sofreu com cancelamento ou atraso prolongado. No mês anterior, a proporção era menor, com cerca de um passageiro afetado a cada seis.

O aumento foi puxado principalmente pelos cancelamentos. Em outubro, 1,69 milhão de passageiros tiveram voos cancelados, enquanto em novembro esse número chegou a 2,07 milhões, alta de 23%. Com isso, a relação passou de um passageiro afetado a cada seis, para um a cada cinco no intervalo de um mês.

Os atrasos superiores a duas horas também apresentaram crescimento, ainda que em menor escala. Em novembro, 72.220 passageiros enfrentaram esse tipo de situação, ante 71.300 em outubro. Na prática, isso representa um passageiro impactado a cada 140 em novembro, contra um a cada 145 no mês anterior.

Mesmo com o avanço dos problemas operacionais, o levantamento da AirHelp aponta que o fluxo total de passageiros nos aeroportos brasileiros diminuiu em novembro. Foram 10,13 milhões de viajantes no mês, queda de 3,2% em relação a outubro, quando 10,46 milhões de pessoas embarcaram ou desembarcaram no país.

Judicialização e busca por direitos

Situações de cancelamento e atrasos prolongados, quando não decorrentes de condições climáticas ou força maior, podem gerar pedidos de indenização contra as companhias aéreas. No Brasil, esse movimento acaba frequentemente migrando para o Judiciário.

“Diante da baixa capacidade que as companhias aéreas têm para resolver conflitos, os consumidores brasileiros são frequentemente obrigados a recorrer ao Judiciário para fazerem valer seus direitos – que são garantidos por lei”, analisa Luciano Barreto, diretor-geral da AirHelp no Brasil.

Segundo a empresa, passageiros que comprovem danos morais decorrentes de problemas como perda de compromissos médicos, cancelamento de contratos, demissão ou ausência em eventos de grande relevância emocional podem pleitear indenizações que chegam a até R$ 10 mil por pessoa, dependendo do caso.

As chances de compensação financeira aumentam quando a companhia aérea é diretamente responsável pela interrupção do voo, seja por problemas técnicos ou falta de tripulação. Ainda assim, mesmo em situações provocadas por condições climáticas extremas ou eventos de força maior, os passageiros mantêm o direito à informação adequada e à assistência prevista em lei.

“O conjunto de direitos dos passageiros aéreos que temos no Brasil é orientado para o cliente e oferece aos passageiros aéreos uma grande consideração, especificando exatamente quais os cuidados que as companhias aéreas devem oferecer e quando, em caso de problemas de voo. No entanto, a lei é muito vaga quando se trata de critérios de compensação e pode ser um desafio para um único indivíduo sem conhecimento especializado interpretar a lei corretamente. Entre os principais motivos pelos quais os passageiros brasileiros não reivindicam seus direitos em caso de problemas de voo, podemos encontrar: falta de conhecimento sobre como fazer uma reclamação, mas também falta de consciência dos direitos dos passageiros”, afirma Luciano Barreto.

Amparo legal ao passageiro

No Brasil, os viajantes estão protegidos pelo Código de Defesa do Consumidor e pelas normas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que estabelecem as responsabilidades das companhias aéreas em casos de falhas na prestação do serviço. A legislação se aplica a voos domésticos, internacionais com origem ou destino no país e também a operações com conexão em aeroportos brasileiros.

Para que o passageiro esteja apto a buscar reparação, é necessário que o voo tenha pousado ou decolado no Brasil, que o problema envolva cancelamento tardio, atraso superior a três horas ou overbooking, que não tenha havido assistência adequada por parte da companhia e que o ocorrido tenha se dado nos últimos cinco anos.

Hotéis devem faturar R$ 340 milhões com Natal e Ano Novo em SP

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hotéis natal ano novo
Edson Pinto, diretor-executivo da Fhoresp. Foto: divulgação

O período de festas de fim de ano deve impulsionar de forma significativa o setor de hospedagem em São Paulo. A projeção da Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp) indica que os hotéis paulistas devem faturar R$ 340 milhões entre o Natal e o Ano Novo de 2025, um crescimento de 5% em relação ao mesmo período de 2024, quando a receita alcançou R$ 323 milhões.

A estimativa considera a capital, o interior e o litoral do estado e reflete o bom momento do turismo paulista, com expectativa de taxas de ocupação superiores às registradas no ano passado. A Fhoresp representa mais de 500 mil estabelecimentos em São Paulo e 20 sindicatos patronais, e os dados foram apurados por meio da Diretoria de Jogos e Hospitalidade da entidade.

Segundo Bruno Omori, diretor de Jogos e Hospitalidade da Fhoresp, a demanda aquecida tende a gerar efeitos positivos também no início de 2026. “O levantamento indica aumento na procura da rede hoteleira e, consequentemente, ganhos significativos para o setor nestas últimas duas semanas de dezembro, com a possibilidade de parte deste aquecimento se manter em janeiro de 2026, mês de férias escolares e de alto verão, conveniente para as famílias viajarem”, observa.

Para o Natal, período tradicionalmente marcado por viagens em família, a projeção da Fhoresp aponta taxa média de ocupação de 35% na capital paulista, considerando uma permanência média de quatro dias, frente aos 32% registrados em 2024. No interior do estado, especialmente em destinos voltados ao lazer e ao turismo de aventura, a ocupação deve chegar a 72%, acima dos 67% do ano passado. No litoral, a expectativa é de estabilidade, com índice em torno de 65%, repetindo o desempenho de 2024.

No Réveillon, os números tendem a ser ainda mais expressivos. De acordo com Omori, a virada do ano segue como uma das datas mais relevantes para o setor hoteleiro. Na capital paulista, a taxa de ocupação deve subir de 51% em 2024 para 55% em 2025, impulsionada por eventos tradicionais do calendário local, como a Corrida de São Silvestre e o Réveillon da Avenida Paulista.

A alta também se reflete no interior do estado, onde a ocupação projetada para o Ano Novo salta de 84% em 2024 para 88% em 2025, crescimento de quatro pontos percentuais. No litoral paulista, a taxa deve alcançar 96,5%, acima dos 92% registrados no último Réveillon, confirmando a forte procura pelos destinos de praia.

Para Edson Pinto, diretor-executivo da Fhoresp, os resultados vão além do desempenho do turismo e evidenciam a importância econômica do setor de hospedagem. “É importante destacar que a Hospedagem está dentro do trade do Turismo, que envolve toda uma cadeia de serviços e de comércio locais. Então, se temos um bom desempenho no setor, ele abre novas vagas de empregos e impulsiona o desenvolvimento econômico e social”, analisa.

Na avaliação do executivo, o turismo paulista atravessa um de seus melhores momentos no período pós-pandemia da Covid-19. “Após a pandemia do Novo Coronavírus, muitas pessoas inverteram suas prioridades e colocaram as viagens em primeiro plano. O Brasil e o estado de São Paulo estão se consolidando como grandes potências e polos de Turismo e de investimentos”, pontua Edson Pinto, ao destacar que ainda há espaço para expansão do setor nos próximos anos.

Feriados de 2026 devem impulsionar turismo interno e hospedagem

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feriados de 2026
Alexandre Sampaio, presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), avalia que datas emendadas favorecem planejamento, viagens curtas e maior ocupação ao longo do ano. Crédito: Divulgação

O calendário de feriados de 2026 tende a favorecer o turismo interno e o movimento de hotéis, bares e restaurantes ao longo do ano, avalia Alexandre Sampaio, presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA). Segundo ele, a definição antecipada das datas cria condições para maior planejamento por parte dos consumidores e do trade.

De acordo com Sampaio, dos 10 feriados oficiais divulgados pelo governo, nove caem em sextas ou segundas-feiras, ou muito próximos ao fim de semana. “Isso vai propiciar dez datas de movimentação bastante significativa de final de semana prolongado, o que vai acarretar um turismo nacional incrementado”, declarou o executivo, em entrevista ao Brasilturis.

A FBHA já vem orientando os consumidores a se anteciparem. “Nós fizemos uma recomendação pública para que as pessoas comprem já as suas passagens e reservem seus hotéis com antecedência, porque comprando antes você paga muito mais barato”, reforça. Para ele, a falta de planejamento ainda é um desafio cultural. “O brasileiro às vezes esquece de fazer isso e depois reclama que os preços estão elevados”, pontua.

Sampaio ressalta que a antecipação beneficia tanto o consumidor quanto o mercado. “Se você comprar agora, ninguém vai estar cheio. Você compra com preços bem competitivos e, quando chegar mais próximo da data, os preços naturalmente sobem”, explica, acrescentando que ainda há a possibilidade de parcelamento.

Regionalização

Na avaliação do dirigente, a distribuição dos feriados tende a estimular viagens curtas e o turismo regional. “Facilita deslocamentos de 300, 400, no máximo 500 quilômetros”, afirma. Ele observa que esse movimento é especialmente forte no Nordeste, inclusive entre os próprios nordestinos. “Existe um componente muito forte do próprio Nordeste na ocupação desse lazer de final de semana”, acrescenta.

Entre os destinos que vêm se destacando, Sampaio cita João Pessoa (PB), que, segundo ele, tem registrado crescimento impulsionado por campanhas consistentes do poder público, além de praças já consolidadas como Maceió (AL). “A divulgação adequada e a facilitação do turismo de pouca distância fazem muita diferença”, avalia.

Expectativas

Questionado sobre impacto em faturamento e ocupação ao longo de 2026, o presidente da FBHA pondera que o momento ainda exige cautela. Segundo ele, a transição da reforma tributária gera insegurança e dificulta a divulgação de números consolidados. “Ninguém está abrindo número agora. As pessoas estão se adaptando à nova realidade da reforma tributária”, comenta.

Ele cita decisões judiciais recentes que prorrogam prazos para fechamento de balanços, o que, na avaliação da entidade, pode permitir números mais consistentes no futuro. “Isso vai permitir que as empresas apresentem balanços muito mais críveis”, salienta.

Apesar das incertezas, Sampaio reforça a avaliação positiva sobre o calendário. “Vai permitir que as pessoas se programem, criem o desejo de viajar e movimentem o mercado ao longo de todo o ano”, conclui.

Aerolíneas Argentinas amplia oferta e opera A330 em voos para o Rio no fim de ano

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Aerolíneas Argentinas opera Airbus A330 na rota Buenos Aires–Rio para ampliar capacidade durante festas e verão.
Aerolíneas Argentinas opera Airbus A330 na rota Buenos Aires–Rio para ampliar capacidade durante festas e verão. Crédito: Divulgação

A Aerolíneas Argentinas iniciou uma operação especial na rota entre Buenos Aires e o Rio de Janeiro com o emprego de sua maior aeronave em frota. Desde o dia 27 de dezembro, a companhia passou a utilizar o Airbus A330-200 em voos selecionados com destino ao Aeroporto Internacional do Galeão, como resposta ao aumento da demanda no período de festas de fim de ano e início da temporada de verão.

De acordo com a programação divulgada, estão previstas quatro rotações com o modelo de fuselagem larga, realizadas nos dias 27, 29 e 30 de dezembro de 2025, além de 3 de janeiro de 2026. Cada aeronave conta com 272 assentos, o que representa uma ampliação significativa da oferta em comparação às operações regulares da companhia na rota.

Com essa iniciativa, a capacidade disponível entre as duas cidades cresce cerca de 60%, reforçando a conectividade aérea entre Argentina e Brasil em um dos períodos mais movimentados do calendário turístico. A utilização do A330 marca uma mudança pontual no perfil da operação, tradicionalmente atendida por aeronaves de corredor único.

Os voos regulares da Aerolíneas Argentinas entre Buenos Aires e o Rio de Janeiro seguem sendo realizados majoritariamente com Boeing 737-800 e 737 Max 8, modelos que oferecem até 170 assentos. A diferença de capacidade evidencia o caráter excepcional da operação com o widebody, focada em absorver o pico sazonal de passageiros.

Além do reforço na ligação com o Galeão, a companhia mantém sua malha aérea sazonal para outros destinos brasileiros com forte apelo entre os turistas argentinos durante o verão. Entre eles estão Florianópolis, Cabo Frio, Porto Seguro e Salvador, rotas que costumam registrar alta ocupação no primeiro trimestre do ano.

A estratégia faz parte do planejamento da Aerolíneas Argentinas para atender à demanda turística regional, aproveitando o fluxo intensificado de viagens internacionais no período de férias e festas, especialmente em direção ao litoral brasileiro.

Réveillon 2026 impulsiona hotelaria do Rio, com ocupação próxima de 90%

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Réveillon 2026 eleva ocupação hoteleira no Rio e anima bares e restaurantes com expectativa de alta no faturamento. Crédito: Raphael Nogueira/ Unsplash

O Rio de Janeiro encerra dezembro em clima de alta temporada e intensa movimentação turística pelo Réveillon. A poucos dias da chegada de 2026, a cidade registra hotéis operando perto da capacidade máxima, enquanto bares, restaurantes e quiosques projetam uma das semanas mais fortes do ano em termos de faturamento. O cenário reflete o aumento do fluxo de turistas nacionais e estrangeiros na capital fluminense.

Levantamento divulgado pelo Sindicato de Hotéis e Meios de Hospedagem do Município do Rio de Janeiro (HotéisRio) indica que a ocupação média da rede hoteleira atinge 87,01% no período do Réveillon. As taxas mais elevadas concentram-se na Zona Sul, com Copacabana e Leme liderando com 91,83%, seguidos por Ipanema e Leblon, que registram 89,06%.

Outras regiões também apresentam desempenho expressivo. Barra da Tijuca, Recreio e São Conrado alcançam 86,14% de ocupação, enquanto Flamengo e Botafogo aparecem com 84,55%. No Centro da cidade, a taxa chega a 82,45%, confirmando a distribuição do fluxo turístico por diferentes áreas do município.

A expectativa positiva se estende para além da hotelaria. Estabelecimentos de alimentação fora do lar e quiosques à beira-mar se preparam para um aumento significativo na demanda, impulsionado pelo grande número de visitantes e pelas celebrações de fim de ano, especialmente nas áreas de maior concentração turística.

Segundo o presidente do HotéisRio, Alfredo Lopes, a virada de ano deve registrar um crescimento no número de turistas internacionais em comparação com anos anteriores. “Os turistas internacionais vão vir em maior quantidade, eles ficam mais tempo na cidade e consomem mais. Isso é muito bom para a economia da cidade”, afirmou Lopes.

De acordo com o dirigente, visitantes provenientes do Cone Sul, além de Estados Unidos e Canadá, tendem a ter participação relevante neste Réveillon, contribuindo para ampliar o impacto econômico do período. A combinação entre alta ocupação, maior permanência média e consumo elevado reforça a importância da virada do ano para toda a cadeia do turismo carioca.

Azul recebe a 41ª aeronave Embraer 195-E2 da frota

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Azul 195-E2
Nova aeronave Embraer 195-E2 é batizada de “Nossa Azul”. Foto: divulgação

A Azul recebeu a sua 41ª aeronave Embraer 195-E2, reforçando o plano de renovação e padronização da frota com aviões de nova geração. De prefixo PS-ADN e batizada de “Nossa Azul”, a incorporação marca a última entrega do modelo prevista para 2025. Ao longo do ano, a companhia recebeu 14 aeronaves da família E2, sendo esta a última unidade do pacote de sete jatos anunciado no fim de 2025.

A aeronave deixou o hangar da Embraer, em São José dos Campos (SP), com destino a Montevidéu (Uruguai), onde passa pelas etapas iniciais do processo de nacionalização. Na sequência, o jato seguirá para Confins (MG), onde conclui os procedimentos regulatórios antes de iniciar as operações comerciais.

Com a chegada do PS-ADN, a Azul avança em sua estratégia de modernização da frota, ampliando a eficiência operacional e reduzindo o custo por assento. O Embraer 195-E2 apresenta redução de até 26% no CASK (custo por assento-quilômetro) em comparação com a geração anterior, além de contribuir para a diminuição da idade média da frota da companhia.

Para Raphael Linares, diretor de Frota e Programas de Aeronaves da Azul, o modelo tem papel central no planejamento operacional da empresa. “O E2 é uma aeronave central no planejamento de frota da Azul, porque reúne eficiência operacional, desempenho e redução de custos. Encerrar o ano com a entrega da 41ª aeronave desse modelo reforçou a consistência da nossa estratégia de renovação, com foco em uma frota cada vez mais moderna, competitiva e alinhada às necessidades da malha da companhia”, afirmou.

O Embraer 195-E2 é o avião comercial mais moderno já fabricado no Brasil, com capacidade para até 136 clientes. O modelo oferece wi-fi a bordo, telas individuais em todos os assentos e motores de última geração, que reduzem em até 29% as emissões de CO₂ em relação à geração anterior, além de menor nível de ruído e mais conforto para os passageiros.