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Mundial de Futebol 2026 deve movimentar R$ 24 bilhões em gastos turísticos

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Mundial futebol bilhões
Competição será disputada entre 11 de junho e 19 de julho. Foto: divulgação

O Mundial de Futebol de 2026, que será disputado entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, México e Canadá, deve movimentar cerca de R$ 24 bilhões em gastos turísticos ligados ao evento. A projeção é de um levantamento realizado pela Data Appeal e pela Mabrian, em parceria com a PredictHQ, que analisou tendências de demanda, conectividade aérea, reservas e comportamento dos viajantes.

Segundo o estudo, mais de 80% do montante previsto deve se concentrar no setor hoteleiro, seguido por alimentação e bebidas. A competição, que será disputada em formato expandido com 48 seleções e 104 partidas, deve impulsionar simultaneamente diversos destinos da América do Norte.

A análise mostra que os preços de hotéis já começam a refletir a expectativa de demanda, com aumentos moderados nas cidades-sede. As maiores altas aparecem justamente nos destinos que receberão os principais jogos. Na Cidade do México, palco da abertura, e em Nova York/Nova Jersey, sede da final, as tarifas registram crescimento de 48,9% e 10,8%, respectivamente.

“A demanda por si só não determinará os resultados. O que, em última análise, diferenciará os destinos durante o Mundial FIFA de 2026 é a sua capacidade de oferecer experiências consistentes e de alta qualidade sob pressão”, explica Maria Pradissitto, gerente de Mercado da América do Norte da Data Appeal.

Demanda cresce em ritmos diferentes

O levantamento aponta que o México apresenta o crescimento mais consistente no interesse turístico desde janeiro de 2026, enquanto os Estados Unidos aceleraram de forma mais intensa ao fim do primeiro trimestre. Já o Canadá registra expansão gradual e estável.

Entre os destinos com maior avanço na procura estão Boston, Cidade do México e Vancouver. Nova York, por sua vez, mantém protagonismo como um dos principais polos globais de viagens e eventos.

Outro fator decisivo para o desempenho turístico será a malha aérea. Os Estados Unidos aparecem em posição estratégica por manter conexões diretas com 40 das 48 seleções participantes do torneio, ante 32 do Canadá e 18 do México.

Europa deve impulsionar fluxo internacional

O estudo também indica forte interesse vindo da Europa, especialmente de mercados como Reino Unido, França, Alemanha, Espanha e Holanda, além do avanço de mercados emergentes de longa distância.

“Espera-se que o formato do Mundial FIFA de 2026 distribua tanto a demanda quanto o impacto do evento por diversos locais, cidades e países, criando picos simultâneos em diferentes regiões e gerando oportunidades para cada nação-sede”, afirma Maria.

A executiva acrescenta que os primeiros sinais observados em capacidade aérea, buscas e reservas indicam uma demanda altamente dinâmica, exigindo respostas rápidas dos destinos para maximizar receitas e experiência do visitante.

Cidades-sede

O Mundial de Futebol de 2026 será realizado em 16 cidades: Vancouver, Toronto, Cidade do México, Guadalajara, Monterrey, Atlanta, Boston, Dallas, Houston, Kansas City, Los Angeles, Miami, Nova York/Nova Jersey, Filadélfia, Seattle e São Francisco. A decisão está marcada para 19 de julho, em Nova Jersey.

Santo Amaro (MA) segue aberto para turismo, afirma Abav-MA

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Santo Amaro
Suspensão pontual de passeios gerou interpretação equivocada sobre funcionamento. Crédito: gabriel xu/Divulgação

A Associação Brasileira de Agências de Viagens do Maranhão (Abav-MA) informou que Santo Amaro do Maranhão segue aberto e operando normalmente para visitação turística. Segundo a entidade, a suspensão recente de passeios por parte de algumas empresas gerou interpretações equivocadas entre profissionais do trade e turistas, levando à percepção de que o destino estaria fechado.

A Abav-MA esclarece que não há determinação oficial que impeça ou restrinja o funcionamento das atividades turísticas na região. De acordo com a associação, empresas regularizadas continuam operando, seguindo padrões de segurança e qualidade.

“É importante reforçar que Santo Amaro segue aberto e recebendo visitantes normalmente. O que houve foi uma interpretação equivocada a partir de decisões pontuais de algumas empresas. O destino continua operando com segurança, por meio de empresas sérias e regularizadas”, afirma Dayanna Barbosa, presidente da Abav-MA.

A entidade acrescenta que o trade local não foi notificado por autoridades sobre qualquer impedimento de acesso ou operação no destino.

A associação também alerta que a disseminação de informações incorretas pode impactar o turismo local, afetando trabalhadores do setor e a experiência dos visitantes, e orienta que turistas e profissionais busquem informações em fontes oficiais.

Serra Verde Express completa 29 anos e celebra marca de 5 milhões de passageiros

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Adonai Aires Arruda, presidente-fundador do Grupo Serra Verde Express. Foto: Rafael Destro/Brasilturis

A Serra Verde Express completa nesta sexta-feira (1º) 29 anos de operação do tradicional passeio ferroviário entre Curitiba e Morretes, na Serra do Mar paranaense, e celebra uma marca histórica: o embarque do passageiro de número 5 milhões. O resultado consolida a companhia como a principal operadora de trem turístico do Brasil.

Fundada em 1997, a empresa surgiu após a iniciativa privada assumir a operação de um trecho histórico da ferrovia Curitiba-Paranaguá. À época, a estrutura enfrentava desgaste operacional e carência de investimentos. Desde então, a companhia apostou na recuperação do produto turístico e na valorização do patrimônio ferroviário brasileiro.

“Acreditar no turismo como propulsor de economias regionais e mantenedor da história não é romantismo, é estratégia. Cada passageiro que embarca em nosso trem fortalece o comércio local, valoriza o patrimônio histórico e entende um pouco mais do Brasil. Esse é o papel que o turismo ferroviário pode desempenhar em todo o país”, afirma Adonai Aires Arruda, presidente-fundador do Grupo Serra Verde Express.

Impacto econômico no litoral paranaense

Segundo dados de 2023 da Adetur Litoral (Agência de Desenvolvimento Cultural e do Turismo Sustentável do Litoral do Paraná), os turistas que utilizam o passeio ferroviário movimentam, em média, R$ 114 milhões por ano na região de Morretes. Desse total, 48% permanecem no próprio município, impulsionando comércio e serviços locais.

“Se consideráramos essa média nos 29 anos de Serra Verde Express, os passageiros do Trem da Serra do Mar Paranaense já deixaram mais de R$3 Bi no litoral paranaense”, completa Arruda.

Expansão e novos investimentos

Ao longo de quase três décadas, a Serra Verde Express ampliou sua atuação e hoje integra um grupo turístico com operações diversificadas. Além do Trem da Serra do Mar Paranaense, o portfólio inclui restaurantes e pousadas em Morretes e na Ilha do Mel, a BWT Operadora de Turismo e o Trem da República, no interior de São Paulo.

A frota atual conta com 25 vagões, incluindo carros acessíveis, espaços pet friendly, composições temáticas e litorinas históricas. O investimento mais recente foi a aquisição de uma locomotiva própria modelo TR 1000, avaliada em cerca de US$ 1 milhão, voltada à ampliação de novos produtos turísticos sobre trilhos no Paraná e em São Paulo.

Reconhecimento internacional

O passeio ferroviário da Serra do Mar figura entre os 60 melhores trajetos ferroviários do mundo no ranking da Lonely Planet 2025, ocupando a 14ª posição. O roteiro também já recebeu destaque em publicações internacionais como The Guardian, The Wall Street Journal e Objectif Rail.

Nos últimos anos, o trem também ganhou visibilidade global ao servir de cenário para produções televisivas, como Race Across the World, da BBC, e sua versão alemã, ampliando a exposição do destino ao mercado europeu.

Nova geração e celebrações

A direção-geral da companhia está atualmente sob comando de Adonai Arruda Filho, presidente da ABOTTC (Associação Brasileira de Operadores de Trens Turísticos e Culturais). A entidade reúne 19 operações ferroviárias turísticas no país e tem atuado no debate sobre a reativação e valorização da malha ferroviária nacional.

As comemorações dos 29 anos e da marca de 5 milhões de passageiros acontecem nesta sexta-feira, na Estação Ferroviária de Curitiba, durante o embarque dos clientes. Em São Paulo, o Trem da República também realiza celebração paralela, marcada pelo embarque do passageiro de número 125 mil.

ABIH-SP cobra compensações no debate sobre o fim da escala 6×1

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ABIH-SP reforça articulação na Câmara dos Deputados e cobra compensações no debate sobre a PEC do fim da escala 6x1
ABIH-SP reforça articulação na Câmara dos Deputados e cobra compensações no debate sobre a PEC do fim da escala 6x1. Crédito: Divulgação

A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de São Paulo (ABIH-SP) participou, nesta quarta-feira (29), de mais uma agenda de mobilização institucional na Câmara dos Deputados, em Brasília, ao lado de outras entidades do setor hoteleiro. O objetivo foi defender que a discussão sobre o fim da escala 6×1 seja acompanhada de mecanismos compensatórios capazes de preservar a competitividade do turismo, a manutenção do emprego formal e o equilíbrio financeiro das operações. A movimentação ocorreu em um dia de intensa atenção política e midiática, marcado pela sabatina e pela votação da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A atuação do setor acontece em um momento considerado decisivo para o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 221/2019. A Câmara definiu o deputado Leo Prates como relator e o deputado Alencar Santana para a presidência da comissão especial responsável por analisar o mérito da proposta. De acordo com comunicado jurídico encaminhado às entidades, essa fase será determinante para negociações relacionadas ao modelo de jornada, às regras de transição e às alternativas de compensação para os segmentos produtivos impactados.

Hotelaria defende adaptação às características operacionais do setor

Segundo a ABIH-SP, a indústria hoteleira não se posiciona contra o debate sobre a redução da jornada de trabalho, mas considera essencial que eventuais mudanças levem em conta as particularidades do setor, que opera de forma contínua, apresenta elevada sazonalidade e depende intensamente de mão de obra. Em conjunto com outras associações, a entidade sustenta que a implementação de novas regras precisa considerar a realidade operacional do turismo e prever instrumentos que garantam a sustentabilidade das atividades.

O vice-presidente da ABIH-SP, Antonio Dias, avaliou positivamente o diálogo com parlamentares durante a agenda em Brasília. “Conseguimos falar com 14 deputados presentes em um encontro muito produtivo, com destaque para o compromisso dos deputados de São Paulo: Jonas Donizete, líder do PSB no governo, e a deputada Renata Abreu, presidente do Podemos, em entender nossa demanda e colocar junto ao relator”, afirmou.

Dados do setor apontam impacto potencial sobre custos e empregos

A posição apresentada ao Congresso foi sustentada por dados técnicos que indicam a sensibilidade do turismo a aumentos abruptos de custos trabalhistas. De acordo com o material compartilhado com parlamentares, cerca de 70% dos trabalhadores dos segmentos de alojamento e alimentação atuam em jornadas superiores a 40 horas semanais, índice que chega a 90% nos hotéis e 92% nos restaurantes.

O estudo também indica que os gastos com pessoal representam, em média, 23,2% da receita operacional líquida do turismo, percentual superior ao observado no varejo (10,3%) e à média do comércio (6,9%). Em um cenário sem medidas compensatórias, a projeção aponta possível perda de faturamento estimada em R$ 165 milhões já no primeiro ano, além de riscos para aproximadamente 2,2 milhões de empregos formais ligados à atividade turística.

Entre as alternativas discutidas pelas entidades está a adoção de modelos de recolhimento patronal mais compatíveis com setores intensivos em mão de obra, como o turismo. Um dos exemplos mencionados é a PEC nº 1/2026, proposta pelo senador Laércio Oliveira, que prevê a possibilidade de recolhimento de 1,4% sobre o faturamento em substituição à contribuição patronal de 20% sobre a folha de pagamento.

A ABIH-SP informou que continuará atuando em articulação com outras organizações da hotelaria para dialogar com parlamentares e acompanhar o andamento da proposta. Para a entidade, a discussão sobre mudanças na jornada de trabalho deve equilibrar a proteção ao trabalhador com a viabilidade econômica das empresas, evitando efeitos como aumento da informalidade, redução de investimentos e perda de postos de trabalho em um dos segmentos que mais contribuem para a geração de renda e o desenvolvimento regional no país.

Qatar Airways amplia flexibilidade para passagens emitidas até 15 de maio

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A Qatar Airways atualizou sua política de flexibilização para passagens emitidas até 15 de maio de 2026, em resposta ao cenário de conflitos no Oriente Médio.

A medida contempla viagens programadas entre 28 de fevereiro e 15 de setembro de 2026. Nesses casos, os passageiros poderão alterar a data do voo sem cobrança adicional, inclusive para embarques até 31 de outubro de 2026, desde que realizados em voos operados pela própria companhia e sujeitos à disponibilidade.

Como alternativa, também é possível solicitar reembolso do valor não utilizado do bilhete, respeitando as regras tarifárias originais.

Para voos diretamente impactados, a política prevê condições adicionais. Os passageiros poderão realizar novas alterações sem custo até 31 de outubro de 2026, mantendo a mesma cabine originalmente reservada, independentemente da sazonalidade da tarifa.

Nesses casos, o reembolso poderá ser solicitado sem penalidade. Segundo a companhia, o prazo para processamento pode chegar a até 28 dias úteis.

A Qatar Airways informou ainda que mantém esforços para reduzir impactos operacionais e garantir o transporte dos passageiros durante o período.

Dadosfera de abril aponta avanço de 2,1% nas chegadas aéreas internacionais entre abril e junho no Brasil

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Os números consolidados entre janeiro e março de 2026 mostram estabilidade no fluxo internacional, com cerca de 3,74 milhões de visitantes estrangeiros. Foto: Yasmim Dicastro

A Embratur divulgou a edição de abril da Dadosfera Externa, boletim de inteligência de mercado voltado ao turismo internacional, com análises e tendências para apoiar estratégias de promoção do Brasil no exterior. O material reúne indicadores do setor e projeções para o segundo trimestre de 2026, apontando oportunidades em mercados prioritários.

Segundo o levantamento, o Brasil deve registrar crescimento moderado na demanda internacional no curto prazo, com avanço de 2,1% nas chegadas aéreas entre abril e junho, na comparação com o mesmo período do ano passado. Entre os principais mercados emissores previstos para o trimestre, a Argentina lidera em volume de bilhetes emitidos, com mais de 325 mil passagens, seguida por Estados Unidos, Chile, Portugal, Espanha, Alemanha e Itália.

Bruno Reis, presidente da Embratur, destacou que a leitura dos dados considera fatores macroeconômicos e geopolíticos que impactam o desempenho do setor. “No consolidado do ano, a projeção indica um crescimento de 9,5% em relação ao ano anterior, com volumes mais expressivos no segundo semestre. Esses números reforçam a tendência de manutenção sustentada dos números de 2025 para o turismo internacional no país”, afirma.

O informativo também reforça a competitividade do Brasil em segmentos como natureza, cultura e experiências autênticas, atributos valorizados por diferentes perfis de viajantes. Outro destaque é o gasto médio diário dos turistas estrangeiros no país, estimado em US$ 414, posicionando o destino entre os mercados com maior potencial de geração de receita.

Reis também atribuiu os resultados à ampliação da conectividade aérea e aos investimentos em infraestrutura turística, além do fortalecimento da imagem do Brasil no exterior. “Com base nesses dados, a Embratur orienta suas estratégias de promoção internacional, priorizando mercados com maior potencial de crescimento e alinhando campanhas às principais tendências globais, com foco em atrair turistas de maior valor agregado e diversificar a origem dos visitantes”, explica.

Desempenho no primeiro trimestre

Os números consolidados entre janeiro e março de 2026 mostram estabilidade no fluxo internacional, com cerca de 3,74 milhões de visitantes estrangeiros, praticamente o mesmo volume registrado no primeiro trimestre de 2025, com variação de 0,07%.

O crescimento foi impulsionado principalmente pelas chegadas via aérea, que avançaram 19,4% no período. Entre os mercados com melhor desempenho no início do ano, destacam-se Portugal (+47,5%), Colômbia (+46,8%) e Espanha (+36,8%).

A publicação ainda aponta o turismo de bem-estar como uma das principais tendências globais. A previsão é de crescimento médio anual de 9,1% até 2029. Em 2024, esse segmento movimentou cerca de US$ 41 bilhões na América Latina e Caribe, com mais de 60 milhões de viagens realizadas.

Ministério do Turismo abre edital para qualificar gestores e impulsionar turismo sustentável

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turismo sustentável
Ministério do Turismo abre edital para atualizar manual de geoparques e qualificar gestores, fortalecendo o turismo sustentável no Brasil. Crédito: Divulgação/Geoparque Caçapava

O Ministério do Turismo anunciou a abertura de um edital para contratar consultoria especializada com a finalidade de atualizar o Manual para Desenvolvimento de Projetos Turísticos de Geoparque. A ação ocorre em parceria com a Unesco e integra um projeto de cooperação técnica internacional voltado ao aprimoramento das políticas públicas relacionadas ao turismo sustentável nesses territórios.

Os geoparques são áreas geográficas delimitadas que reúnem patrimônio geológico de relevância internacional e são administradas com base em princípios de conservação, educação e desenvolvimento sustentável. Esses espaços têm ganhado destaque como instrumentos de valorização do patrimônio natural e de estímulo ao turismo responsável.

Atualização técnica e capacitação estão entre os objetivos do edital

A contratação prevista pelo edital inclui a revisão técnica, metodológica e gráfico-editorial do material, que dará origem à edição 2026 do manual. As propostas podem ser submetidas até o dia 25 de maio de 2026, por meio da plataforma oficial de fornecedores da Unesco.

Além da atualização do documento, a iniciativa contempla a elaboração de conteúdos estruturados e trilhas de aprendizagem que servirão de base para programas de capacitação contínua na modalidade de Educação a Distância (EaD). A proposta está alinhada à Política Nacional de Qualificação no Turismo, que busca ampliar a formação de profissionais e gestores do setor em todo o país.

“O Ministério do Turismo segue avançando no fortalecimento de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável dos geoparques no Brasil. A atualização do manual vai oferecer diretrizes mais qualificadas para apoiar gestores e territórios na estruturação de projetos, promovendo a valorização do patrimônio natural e cultural”, destacou o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.

Diretrizes atualizadas e foco no desenvolvimento territorial

A nova edição do manual deverá incorporar conceitos, metodologias e normas atualizadas, em consonância com diretrizes nacionais e internacionais aplicáveis aos geoparques. O material será direcionado a gestores públicos, instituições parceiras e demais atores estratégicos envolvidos na gestão desses territórios, incluindo regiões aspirantes, em fase de candidatura ou já reconhecidas como Geoparques Mundiais da Unesco.

Entre os conteúdos previstos estão orientações relacionadas à governança, ao posicionamento territorial, à captação de recursos, à sustentabilidade financeira e ao incentivo ao empreendedorismo turístico. O projeto também prevê ajustes estruturais no material, assegurando consistência técnica e atualização das referências utilizadas, em alinhamento às orientações da Rede Global de Geoparques da Unesco e às normas nacionais.

Como etapa final das entregas, o edital estabelece a realização de um seminário nacional para apresentar os resultados da consultoria. O encontro deverá ampliar a disseminação de conhecimento e incentivar a cooperação entre os diferentes agentes envolvidos no desenvolvimento do turismo em territórios de geoparque, fortalecendo a integração entre conservação ambiental, educação, turismo e desenvolvimento regional.

Geoparques combinam conservação e desenvolvimento local

Para que uma região seja reconhecida como geoparque, é necessário que apresente atributos geológicos e paleontológicos de relevância internacional, associados a iniciativas de proteção ambiental, educação e promoção do desenvolvimento sustentável.

A implantação desse modelo envolve a estruturação do turismo como ferramenta de dinamização econômica e social, contribuindo para a geração de renda e a melhoria das condições de vida das comunidades locais. Mais do que a presença de formações geológicas e fósseis, os geoparques dependem do engajamento da população e da participação ativa dos diferentes setores da sociedade.

Segundo a Unesco, entre os principais objetivos dos geoparques está a preservação de áreas que registram a evolução geológica do planeta, ao mesmo tempo em que promovem o desenvolvimento social e econômico dessas regiões por meio do geoturismo.

Ryanair pede suspensão do EES em Portugal até setembro para evitar filas nos aeroportos

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Ryanair EES Portugal
Ryanair está preocupada com as filas durante a alta temporada. Foto: divulgação

A Ryanair solicitou ao Governo de Portugal a suspensão temporária da implementação do Sistema de Entrada/Saída (EES) até setembro, com o objetivo de evitar filas prolongadas no controle de passaportes durante a alta temporada de verão europeu. Segundo a companhia, a medida busca minimizar impactos operacionais em um dos períodos de maior movimento nos aeroportos do continente.

De acordo com a aérea, sem o adiamento, passageiros e famílias em viagem de férias poderão enfrentar longos tempos de espera nos terminais portugueses, especialmente em destinos turísticos estratégicos.

Em comunicado, Neal McMahon, diretor de operações da Ryanair, criticou o momento escolhido para implantação do sistema. “Os governos em toda a Europa estão a tentar implementar um sistema informático inacabado em plena época mais movimentada do ano para viagens, e são os passageiros que pagam o preço, sendo obrigados a enfrentar filas de horas no controlo de passaportes e, em alguns casos, a perder voos”.

A companhia argumenta que as autoridades portuguesas já tinham conhecimento prévio da entrada em vigor total do EES, prevista para 10 de abril de 2026, mas não conseguiram garantir estrutura adequada para a operação. Entre os pontos citados estão insuficiência de pessoal, falhas na preparação do sistema e ausência dos quiosques necessários para atendimento.

Segundo a Ryanair, os impactos já são percebidos em alguns aeroportos do país. A empresa afirma que os tempos de espera ultrapassam uma a duas horas em Faro, Funchal e Porto, onde gargalos operacionais estariam provocando transtornos aos passageiros.

A transportadora também citou a Grécia como exemplo de abordagem mais flexível. O governo grego decidiu adiar a implementação do EES até setembro, buscando administrar melhor o fluxo intenso de viajantes durante o verão europeu.

Ainda de acordo com a empresa, cartas foram enviadas aos governos dos 29 países abrangidos pelo sistema, incluindo ao ministro da Administração português, Luís Neves, pedindo a suspensão temporária da medida.

A Ryanair concluiu defendendo que o adiamento está previsto na própria legislação comunitária. “a solução é simples e já está prevista na legislação da UE (Regulamento UE 2025/1534). Os governos devem suspender o EES até setembro, quando o pico da época de viagens de verão tiver passado. Isto permitirá aos passageiros uma experiência mais tranquila nos aeroportos durante as suas férias de verão.”

Dólar recua e volta a operar abaixo de R$ 5 após decisões sobre juros no Brasil e nos EUA

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Dólar recua e volta a operar abaixo de R$ 5 após decisões sobre juros no Brasil e nos EUA e divulgação de indicadores econômicos.
Dólar recua e volta a operar abaixo de R$ 5 após decisões sobre juros no Brasil e nos EUA e divulgação de indicadores econômicos. Crédito: Freepik

O dólar apresentou queda frente ao real nesta quinta-feira (30), voltando a ser negociado abaixo do patamar de R$ 5,00. O movimento ocorre em meio à repercussão de decisões recentes sobre taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos, fatores que influenciam diretamente o comportamento dos investidores e a dinâmica do mercado financeiro.

Na véspera, a moeda norte-americana havia encerrado o dia com leve alta de 0,39%, cotada a R$ 5,0021. Já na abertura desta quinta-feira, o cenário mudou, refletindo ajustes nas expectativas do mercado e a reação a indicadores econômicos divulgados nas últimas horas.

Cotação do dólar registra queda no início do pregão

Por volta das 9h05, o dólar à vista operava em baixa de 0,48%, sendo negociado a R$ 4,977 na venda. No mercado futuro, o contrato com vencimento em maio — atualmente o mais líquido na bolsa brasileira — apresentava recuo de 0,27%, com cotação próxima de R$ 4,978 na B3.

No mercado comercial, a moeda norte-americana registrava valores semelhantes, com cotação de compra em R$ 4,976 e venda em R$ 4,977. A oscilação acompanha o comportamento típico do câmbio em períodos de atualização de expectativas econômicas e decisões de política monetária.

Decisões sobre juros influenciam expectativas do mercado

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) decidiu manter as taxas de juros inalteradas ao final do mandato de oito anos do presidente da instituição, Jerome Powell. A decisão foi tomada por margem apertada, com oito votos favoráveis e quatro contrários, configurando uma das votações mais divididas desde o início da década de 1990.

Após o anúncio, investidores passaram a rever as projeções para a política monetária norte-americana. O mercado reduziu as expectativas de cortes de juros no curto prazo e passou a considerar maior probabilidade de elevação das taxas até abril de 2027, cenário que tende a influenciar fluxos de capital e o comportamento das moedas emergentes.

No Brasil, o Banco Central anunciou redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, que passou a 14,50% ao ano. A autoridade monetária indicou que novas informações econômicas serão analisadas antes da definição dos próximos passos da política monetária, mencionando a possibilidade de ajustes no ritmo e na extensão do ciclo de calibração da taxa básica de juros.

Indicadores econômicos também entram no radar dos investidores

Outros indicadores econômicos divulgados recentemente também contribuem para o ambiente de cautela observado no mercado. A taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,1% nos três meses encerrados em março, resultado alinhado às expectativas de analistas consultados em pesquisas econômicas.

Ao mesmo tempo, dados fiscais indicaram aumento acima do previsto na dívida pública do país. A dívida bruta como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) atingiu 80,1% em março, ante 79,2% no mês anterior. Já a dívida líquida do setor público passou de 65,5% para 66,8% no mesmo período, superando as projeções do mercado.

O comportamento do câmbio segue sendo acompanhado de perto por investidores e agentes econômicos, uma vez que variações na taxa de dólar impactam custos de importação, preços de passagens aéreas e o planejamento financeiro de empresas e consumidores ligados ao setor de turismo.

Auto Viação Progresso lança Suíte Cama na rota Recife–Petrolina

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Auto Viação Progresso
Modelo inclui poltrona 180° e conectividade em linha de alta demanda no estado. Crédito: Ônibus & Transporte

A Auto Viação Progresso apresentou, em Caruaru (PE), o serviço Suíte Cama, nova configuração de viagem com cabine individual no transporte rodoviário interestadual.

A novidade passa a operar inicialmente na linha entre Recife e Petrolina, considerada estratégica pela empresa. A expectativa é ampliar o serviço para outras rotas, conforme planejamento operacional.

O modelo substitui o formato tradicional de poltronas em ambiente aberto por cabines privativas instaladas no salão do ônibus. Cada unidade conta com poltrona reclinável a 180 graus, permitindo posição horizontal durante a viagem, além de itens como iluminação ajustável, persiana e climatização individual.

A estrutura inclui ainda recursos como internet via satélite, monitor individual, opções de streaming, mesa retrátil, entrada USB-C, tomada 110V, porta-copos e luz de leitura.

O lançamento ocorre em um contexto de mudanças no transporte rodoviário brasileiro, com ampliação da oferta de categorias superiores e incorporação de novos layouts e serviços. O objetivo é atender passageiros que buscam mais conforto e opções de uso do tempo durante deslocamentos de longa distância.

A ligação entre Recife e Petrolina concentra fluxo contínuo de passageiros por motivos como negócios, turismo, estudos e visitas familiares, conectando a capital ao interior do estado.

Segundo a empresa, a introdução do novo serviço faz parte de uma estratégia de atualização da operação e diversificação da oferta para diferentes perfis de clientes.