Mesmo roteiros bem estruturados podem ser afetados por fatores fora do controle do viajante, como obras de restauração, acidentes ou encerramentos definitivos. Ao longo de 2026, uma série de atrações turísticas conhecidas mundialmente não estará disponível para visitação, seja de forma temporária ou fechadas sem previsão clara de reabertura.
A lista inclui museus, monumentos históricos, áreas de parques temáticos e espaços culturais que passam por intervenções estruturais, mudanças de uso ou processos de reavaliação institucional, impactando diretamente o fluxo turístico em diferentes destinos.
Entre os destaques está o Centre Pompidou, em Paris, que inicia em 2026 um amplo processo de reforma para modernização de acessos e retirada de materiais considerados perigosos, como o amianto. O museu permanecerá fechado até 2030.
No Walt Disney World, nos Estados Unidos, a área Rios da América, no Magic Kingdom, que inclui o passeio de barco a vapor e a Ilha de Tom Sawyer, foi desativada em 2025 e será convertida em uma expansão temática inspirada na franquia Carros.
Em Berlim, o Museu Pergamon segue em reforma integral e não poderá ser visitado em 2026. A reabertura parcial, restrita ao Altar de Pérgamo, está prevista para 2027, enquanto a conclusão total do complexo está estimada apenas para 2037.
A Torre de Belém, em Lisboa, passa por obras de restauro e conservação. A previsão é que os trabalhos sejam concluídos no primeiro semestre de 2026, o que pode restringir ou inviabilizar visitas no início do ano.
Nos Estados Unidos, o Museu de Colecionismo e Design, em Las Vegas, encerrou suas atividades físicas após a demolição do espaço onde funcionava. A coleção segue em turnê pelo país, mas não há previsão de um novo endereço permanente para visitação.
No Brasil, o Museu do Piauí, em Teresina (PI), entra em processo de restauração completa a partir de janeiro, com intervenções nos jardins e criação de novos espaços, permanecendo fechado durante as obras. Já o Mundo a Vapor, em Canela (RS), segue fechado desde 2025, com previsão de reabertura apenas para a Páscoa de 2026. Viagens realizadas durante o verão ainda encontrarão o complexo indisponível.
As Catacumbas de Paris também estarão fechadas ao longo de 2026 para obras de restauração. Apesar da expectativa de reabertura ainda no mesmo ano, não há data confirmada, o que torna a visita incerta.
Em Nova York, o Metropolitan Museum of Art segue aberto ao público, mas seu terraço panorâmico ficará inacessível durante todo o ano de 2026 em razão de um projeto de expansão com conclusão prevista para 2030.
Na Coreia do Sul, o Templo de Gounsa, localizado em Uiseong, foi quase totalmente destruído por um incêndio florestal em março de 2025. O local passa por restauração, mas ainda não há previsão para retomada das visitas.
Na França, a Tapeçaria de Bayeux, obra do século XI que retrata a Conquista Inglesa, não poderá ser visitada em 2026, já que o museu que a abriga permanece fechado para ampliação até 2027.
Por fim, o CAM – Museu de Arte Contemporânea de Raleigh, nos Estados Unidos, anunciou uma pausa por tempo indeterminado em suas atividades enquanto reavalia seu papel institucional e estratégias de engajamento com o público, ficando fora dos roteiros turísticos ao longo de 2026.
Para agentes de viagens, operadores e viajantes, o acompanhamento prévio dessas restrições se torna fundamental para evitar ajustes de última hora e garantir uma experiência alinhada às expectativas.





