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Rafael Destro
Rafael Destro
Redator - E-mail: Rafael@brasilturis.com.br

Aviação brasileira encerra 2025 com recordes, investimentos e avanços em sustentabilidade e inclusão

Movimentação histórica de passageiros, modernização de aeroportos e agenda verde marcam o desempenho do setor no país

O ano de 2025 consolidou-se como um marco para a aviação civil brasileira, com resultados que reforçam o papel estratégico do transporte aéreo na integração nacional e no desenvolvimento econômico. O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) encerra o período com avanços relevantes na modernização da infraestrutura aeroportuária, no fortalecimento da aviação regional e na implementação de uma agenda alinhada à sustentabilidade e à inclusão social.

O principal indicador desse desempenho foi a movimentação recorde nos terminais brasileiros. Ao longo de 2025, cerca de 130 milhões de passageiros foram transportados, o maior volume já registrado no país. O resultado reflete um processo contínuo de recuperação e expansão: nos últimos três anos, mais de 30 milhões de novos usuários passaram a utilizar o transporte aéreo. No mercado internacional, a movimentação alcançou 28,5 milhões de viajantes, crescimento de 13,7% em relação a 2024 e avanço de 20% na comparação com o período pré-pandemia de 2019, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do MPor.

Investimentos

Para sustentar o crescimento da demanda, a infraestrutura aeroportuária foi tratada como prioridade estratégica. O setor aéreo recebeu destaque no Novo PAC, com uma carteira de projetos que soma R$ 1,8 bilhão, contemplando melhorias em 31 aeroportos de 16 estados, com foco na interiorização da aviação e no aumento da segurança e eficiência dos terminais regionais.

A confiança do mercado na estabilidade regulatória do país também se traduziu em maior volume de recursos. Em 2025, foram registrados R$ 2,6 bilhões em investimentos privados, além de R$ 608,4 milhões em aportes públicos diretos.

Entre os programas estruturantes, o AmpliAR avançou com o leilão de 13 aeroportos, majoritariamente localizados na Amazônia Legal e no Nordeste. A iniciativa busca fomentar o desenvolvimento econômico local e democratizar o acesso ao transporte aéreo. O primeiro leilão garantiu R$ 731 milhões em investimentos e trouxe para os terminais a gestão de concessionárias com padrão internacional.

Já o programa Investe+Aeroportos fortaleceu a vocação comercial dos aeroportos concedidos ao ampliar prazos contratuais e oferecer maior segurança jurídica aos investidores. Até o fim de 2025, foram aprovados 19 empreendimentos, que somaram R$ 4,5 bilhões em investimentos, incluindo centros logísticos, oficinas de manutenção aeronáutica e salas e terminais VIP.

Sustentabilidade

O ano de 2025 também marcou um ponto de virada para a aviação sustentável no Brasil. Em dezembro, foi assinado o primeiro programa de financiamento estruturado do setor com recursos do Fundo Nacional da Aviação Civil (Fnac), em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O contrato prevê a liberação de R$ 4 bilhões, com foco em inovação, aquisição de aeronaves nacionais e no desenvolvimento do combustível sustentável de aviação (SAF).

No campo regulatório, avançou a implementação do Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV), estabelecido pela Lei do Combustível do Futuro. A norma define metas progressivas de redução das emissões de carbono pelas companhias aéreas a partir de 2027, com objetivo de alcançar uma redução de 10% até 2037.

Inclusão e cidadania

Além dos investimentos e recordes operacionais, a gestão de 2025 teve forte foco nas pessoas. O MPor lançou o Programa de Atendimento ao Passageiro com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que já viabilizou a operação de 22 salas multissensoriais em aeroportos brasileiros, superando metas intermediárias do Plano Viver sem Limites. A iniciativa também criou 12 espaços de acomodação e promoveu a capacitação de profissionais para um atendimento mais humanizado.

A campanha Assédio Não Decola, desenvolvida em parceria com a Anac e concessionárias, ampliou ações educativas e canais de denúncia para o enfrentamento da importunação sexual e do feminicídio no ambiente aéreo. Paralelamente, um acordo com o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat) garantiu 74 bolsas gratuitas para o curso de Mecânico de Manutenção Aeronáutica, voltadas a jovens de baixa renda, ampliando o acesso a oportunidades de carreira no setor.

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