A Europamundo encerrou 2025 com cerca de 185 mil passageiros atendidos globalmente e manteve o Brasil entre seus principais mercados emissores. O País respondeu por aproximadamente 15% do market share global da companhia em 2024, consolidando sua relevância dentro da estratégia internacional da operadora. Para 2026, a expectativa é de crescimento no Brasil, ainda que em ritmo mais moderado, estimado em 5%.
A avaliação positiva do desempenho em 2025 ocorre mesmo em um cenário marcado por desafios econômicos. Segundo Clayton Araújo, gerente Comercial da Europamundo no Brasil, fatores como a alta do dólar e os impactos da implementação do IOF influenciaram diretamente o comportamento do viajante brasileiro ao longo do ano. Ainda assim, a operadora registrou evolução nas vendas, sustentada por produtos específicos que tiveram desempenho acima da média.
Entre os destaques está a performance dos roteiros pela Itália, impulsionados pelo Jubileu de Ouro. O evento religioso elevou a procura pelo destino e contribuiu para compensar a retração observada em outros mercados, reforçando a importância de produtos alinhados a grandes acontecimentos internacionais no calendário turístico.
Para 2026, o cenário projetado é de maior cautela. Araújo avalia que eventos de grande porte, como a Copa do Mundo de Clubes, além do contexto político brasileiro com a realização das eleições, tendem a impactar o ritmo das vendas. A leitura da empresa, no entanto, não aponta para retração, mas para um avanço mais discreto, exigindo maior esforço comercial e foco estratégico.
Dentro desse planejamento, a Europamundo pretende ampliar o protagonismo de destinos ainda pouco explorados pelo viajante brasileiro. A Ásia surge como uma das principais apostas, com amplo espaço para crescimento. Atualmente, os roteiros asiáticos representam cerca de 3,5% do market share da operadora no Brasil, percentual considerado baixo diante do potencial do portfólio disponível.
Em contrapartida, destinos da América Latina apresentam desempenho mais consolidado. Países como Venezuela, Colômbia e Equador registram participações de 6,25%, 9,80% e 8,53%, respectivamente, refletindo a preferência do público por viagens com melhor relação custo-benefício e menor complexidade logística.
A estratégia da Europamundo para o próximo ano passa por reforçar a diversificação de produtos, apoiar o trabalho das agências de viagens e estimular a venda de roteiros

