A demanda aérea global apresentou crescimento de 0,2% em julho de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (31) pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata). Sem considerar o Oriente Médio, o avanço chegou a 1,2%. A capacidade total, medida em assentos-quilômetro disponíveis (ASK), aumentou 0,3%, enquanto a taxa de ocupação ficou em 85,2%, queda de 0,1 ponto percentual.
No mercado internacional, a demanda recuou 0,1% ante julho de 2025. Ao excluir as operações do Oriente Médio, porém, houve crescimento de 1,5%. A capacidade internacional avançou 0,3% no período, enquanto a taxa de ocupação alcançou 85,2%, redução de 0,3 ponto percentual em relação ao ano anterior.
A demanda nos mercados domésticos cresceu 0,6% na comparação anual. A capacidade apresentou alta de 0,2% em relação a julho de 2025, enquanto a taxa de ocupação chegou a 85,3%, avanço de 0,3 ponto percentual no mesmo período de referência.
“O pico da temporada de viagens de verão no Hemisfério Norte é uma história predominantemente positiva para o transporte aéreo. O crescimento geral de 0,2% em julho foi alcançado apesar das quedas coletivas ano a ano das transportadoras da América do Norte e do Oriente Médio. Notavelmente, o tráfego através dos hubs do Golfo continua sua trajetória de recuperação. Embora os altos custos de combustível, a incerteza econômica e as tensões geopolíticas continuem, as transportadoras estão expressando confiança na demanda para a última parte do ano com uma expansão de quase 3% na capacidade de assentos em setembro”, disse Marie Owens Thomsen, vice-presidente sênior de Sustentabilidade e economista-chefe da Iata.
Desempenho varia entre mercados internacionais
O tráfego internacional, medido em passageiros-quilômetro pagos (RPK), apresentou queda de 0,1% em julho, enquanto a capacidade avançou 0,3%. Sem as companhias aéreas do Oriente Médio, entretanto, a demanda internacional registrou crescimento de 1,5%.
As companhias aéreas da Ásia-Pacífico tiveram retração de 0,7% na demanda em relação ao mesmo mês de 2025. A capacidade caiu 1,7% na comparação anual, enquanto a taxa de ocupação alcançou 84,5%, crescimento de 0,9 ponto percentual.
Na Europa, as transportadoras registraram aumento de 3,1% na demanda internacional. A capacidade cresceu 3,2% e a taxa de ocupação atingiu 87,1%, recuo de 0,1 ponto percentual. O corredor entre Europa e Ásia avançou 12,1% e apresentou a maior expansão entre as principais ligações internacionais acompanhadas pela Iata.
As companhias aéreas da América do Norte registraram queda de 2,3% na demanda na comparação anual. A capacidade também recuou 2,3%, enquanto a ocupação permaneceu estável em 88,2%. No principal corredor transatlântico, o tráfego caiu 2,2%, com retrações relevantes nos mercados do Reino Unido, França e Espanha.
No Oriente Médio, a demanda das transportadoras recuou 9,5% em relação a julho de 2025. A capacidade caiu 5,8%, enquanto a taxa de ocupação ficou em 80,9%, redução de 3,3 pontos percentuais. Segundo a Iata, a retração do tráfego perde intensidade após quedas de dois dígitos observadas no começo do ano.
A América Latina apresentou o maior crescimento entre as regiões, com alta de 7,1% na demanda internacional em relação ao ano anterior. A capacidade das companhias aéreas latino-americanas aumentou 7,2%, enquanto a taxa de ocupação ficou em 85,7%, recuo de 0,1 ponto percentual.
As transportadoras africanas registraram crescimento de 6,4% na demanda internacional em julho. A capacidade avançou 9% na comparação anual e a taxa de ocupação ficou em 74,1%, queda de 1,8 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025.
Brasil cresce no mercado doméstico
Nos mercados domésticos, a demanda avançou 0,6% em julho de 2026 frente ao mesmo mês do ano anterior. China e Brasil apresentaram crescimento expressivo no período, enquanto Estados Unidos, Austrália e Índia registraram retração no tráfego de passageiros.

