Lacte17: viagens corporativas perdem R$ 100 bi em dois anos de pandemia

Com variação negativa de 47,6% no faturamento de 2021 frente 2019, o mercado de viagens corporativas depende da demanda reprimida para melhorar níveis este ano

Viagens corporativas
(Foto - Divulgação/Lacte17)

A perda de faturamento nas viagens corporativas ficou próxima de R$ 100 bilhões no retrospecto de dois anos – 2020 e 2021. Os dados do Levantamento de Viagens Corporativas (LVC) refletem ao período de terra arrasada vivido no setor e crava que, a partir deste ano, qualquer movimentação é bem-vinda. A pesquisa foi realizada por Alagev e FecomercioSP.

Em apresentação de Guilherme Dietze, economista da FecomercioSP, durante o segundo dia de Lacte17, nesta quarta-feira (9), em 2021, as viagens corporativas também registraram índice preocupante nas receitas, com retração de 47,6% frente período pré-pandemia. Em valores, o setor faturou R$ 48,6 bilhões.

“A volta de eventos, tais quais o próprio Lacte17, é um sinal positivo da recuperação do segmento. A movimento indica mais força a partir dos próximos meses de 2022, puxada pela demanda reprimida que preencherá o calendário. No entanto, viagens corporativas em si ainda precisam de mais tempo e devem apresentar um ciclo de expansão somente em 2023”, explicou.

Viagens corporativas
Guilherme Dietze, economista da FecomercioSP (Foto – Divulgação/Lacte17)

Um dos pontos para justificar o desempenho ainda abaixo dos níveis positivos, segundo o executivo, é o custo das viagens às empresas. Com o conflito recente entre Rússia e Ucrânia, espera-se que o combustível da aviação fique mais caro. Por consequência, o preço das passagens, como esperado para o cenário internacional, deve ser maior no Brasil.

“O transporte aéreo sempre foi o mecanismo mais custoso dentro do universo das viagens corporativas e a tendência é de aumento. Dessa forma, o entrave para uma recuperção plena dos números está, principalmente, nessa situação”, afirmou Dietze.

A questão para a melhora definitiva dos índices, segundo o economista, está ligada ao ritmo do mercado. “O debate sobre recuperar ou não já é passado. A grande preocupação com as viagens corporativas está na velocidade que isso acontecerá. Atualmente, a perspectiva é de uma redução no ritmo em vista dos acontecimentos recentes, como a variante Ômicron ao final de 2021, e a guerra na Ucrânia nas últimas semanas”, complementa.

Veja, abaixo, duas tabelas apresentadas pelo executivo da FecomercioSP durante a apresentação:

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