Londres (LCY) visa recuperar 75% dos voos pré-pandemia em 2022

Com fluxo bem menor desde o início da pandemia, o aeroporto de Londres acredita na demanda reprimida como mola propulsora deste ano

Londres
(Foto: Alex Quezada/Unsplash)

Um dos locais que mais sofreu com a covid-19 em três anos de pandemia, o Reino Unido espera por dias melhores. Na capital inglesa, a expectativa é que o aeroporto de Londres (London City Airport – LCY) retome 75% das rotas de 2019 ainda neste ano. A demanda reprimida é o principal motivo para o clima “otimista”.

Para o verão europeu em 2022, portanto, a previsão é que o aeroporto tenha novos voos para para quatro destinos: Barcelona, ​​Luxemburgo, Milão (Malpensa) — o que substitui a rota anterior o terminal em Linate — e Tessalônica, na Grécia.

Como forma de fortalecer o aeroporto de Londres, a British Airways também transfere parte do seu tráfego de Luxemburgo para o terminal. Além disso, serão cinco voos diários da Luxair para o país.

Um revés, no entanto, será a postergação de uma reforma de 500 milhões de libras no local. Prevista para agosto de 2022, a expansão do aeroporto de Londres foi suspensa e, no momento, não tem data para acontecer.

“Eu acredito que as viagens corporativas serão importantes na recuperação econômica de Londres e do Reino Unido em 2022. Também estou otimista de que as restrições atuais, principalmente para passageiros vacinados, serão flexibilizadas e, com o tempo, removidas por completo”, diz Robert Sincalir, CEO da LCY.

Um ano para esquecer

Em 2021, o terminal aéreo de Londres especifica que a maioria dos passageiros — 638.785 mil de 714 mil — são consequência de viagens de negócios. Em outubro e novembro, por exemplo, o segmento representou 46% do fluxo. Já em dezembro, os níveis caem em razão da variante Ômicron e, por consequência, novas restrições aplicadas.

O número total de viajantes registrado no ano passado é longe do ideal para o aeroporto de Londres. Enquanto em comparação a 2020, o índice indica retração de 21%, frente 2019 a queda registrada é de 86%. Naquele ano, antes da covid-19, o local recebeu 5,1 milhões de pessoas.

Ainda sobre 2021, o LCY identifica que Amsterdã foi o destino mais atendido, sendo Edimburgo, na Escócia, o melhor desempenho em termos domésticos.

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