O Japão se prepara para adotar um novo sistema de autorização eletrônica de viagem para estrangeiros isentos de visto. Batizado de JESTA, sigla para Japan Electronic System for Travel Authorisation, o mecanismo deve entrar em vigor até março de 2029 e exigirá triagem prévia de visitantes provenientes de países que hoje entram no país sem necessidade de visto convencional.
A medida coloca o Japão na mesma rota regulatória já seguida por outros mercados internacionais. Nos últimos anos, viajantes passaram a conviver com sistemas como o ESTA, dos Estados Unidos, o ETA, do Reino Unido, e o futuro ETIAS, da Europa, previsto para começar a operar no fim de 2026. Agora, o JESTA surge como a versão japonesa desse modelo de controle pré-embarque.
Segundo informações divulgadas pelo Travel Weekly Asia, o governo japonês também avalia elevar taxas cobradas de estrangeiros, incluindo o chamado imposto internacional de turismo, conhecido como taxa de saída. Atualmente, cada passageiro que deixa o Japão paga 1.000 ienes, valor em vigor desde 2019.
Governo discute elevação de taxas
A proposta em discussão prevê aumento dessa cobrança, ainda sem valor final oficialmente definido. O objetivo é alinhar o Japão ao patamar de taxas praticadas em outros destinos internacionais e ampliar a arrecadação associada ao fluxo turístico.
Além do imposto de saída, o governo também estuda revisar a taxa de processamento de vistos, que não sofre alteração desde 1978. Embora os detalhes ainda estejam sendo trabalhados, o movimento indica uma tendência de endurecimento regulatório e de maior monetização da entrada e saída de visitantes internacionais no país.
Quando implementado, o JESTA deverá funcionar como uma etapa obrigatória anterior à viagem para visitantes oriundos de mercados com isenção de visto. A lógica será semelhante à de outros sistemas de autorização eletrônica já adotados globalmente: o passageiro enviará previamente suas informações, será submetido a uma triagem e só poderá embarcar após aprovação.

