Fernando de Noronha iniciou 2026 com aumento no fluxo de visitantes. Foram 13,8 mil turistas em janeiro, alta de 8% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho reforça a estratégia da Associação das Pousadas de Fernando de Noronha (APFN) de intensificar ações em mercados emissores prioritários, com foco no público de maior permanência e gasto médio.
Entre os destaques está o Distrito Federal. O turista brasiliense registra atualmente permanência média de 6,8 dias na ilha, acima de outros mercados. A partir desse comportamento, a entidade realizou, nesta terça-feira (24), uma ação de capacitação com agentes de viagens em Brasília, dentro do projeto “Noronha Te Aguarda”.
A iniciativa busca sustentar a projeção de crescimento de até 12% no fluxo de turistas de alto padrão em 2026, com foco na qualificação do trade e no fortalecimento da comercialização do destino.
“A resposta dos agentes hoje mostra que o mercado brasiliense está atento à excelência de Noronha. Garantir que esses profissionais tenham a informação precisa na ponta final é o que consolida o fluxo de visitantes exigentes que recebemos e nos permite projetar um ano de crescimento sustentável acima de dois dígitos”, afirma Fabiana de Sanctis, vice-presidente da APFN.
A ação contou com apoio da Empetur e incluiu atualização sobre malha aérea e infraestrutura, considerados fatores relevantes para sustentar o crescimento do destino.
Segundo Manuela Fay, diretora executiva da APFN, o desempenho do mercado indica maior maturidade na venda de experiências com permanência mais longa. “O trade de Brasília demonstrou estar totalmente apto a vender a experiência única do arquipélago, respeitando o rigoroso compromisso com a natureza e o padrão de conforto que nossas pousadas oferecem”, afirma.
A estratégia também considera o perfil de consumo do visitante. A entidade aponta que a demanda por hospitalidade de alto padrão e experiências ligadas à sustentabilidade sustenta o ticket médio do destino.
O arquipélago segue com ações voltadas à ampliação da presença em mercados emissores e à qualificação da distribuição, com foco em crescimento ao longo de 2026.

