A Air France anunciou sua programação para o verão europeu com operação em cerca de 170 destinos distribuídos em 73 países. A companhia projeta crescimento de 2% na capacidade de voos de longa distância, impulsionado principalmente pelo aumento da oferta nas Américas do Norte e do Sul.
O planejamento reforça o posicionamento da empresa em mercados estratégicos e responde tanto à demanda internacional quanto a fatores externos, como a instabilidade geopolítica no Oriente Médio. Nesse contexto, a Air France decidiu estender a suspensão de voos para Tel Aviv, Beirute, Dubai e Riade, enquanto amplia sua presença na Ásia, com mais frequências e uso de aeronaves de maior porte em destinos como Bangkok, Singapura, Délhi, Mumbai, Tóquio e Osaka.
Américas lideram crescimento da malha de longa distância
O crescimento de 2% na capacidade de longa distância reflete, sobretudo, a ampliação da oferta nas Américas. Na América do Sul, o Brasil ganha destaque com aumento de frequências em Fortaleza, que passa a contar com até cinco voos semanais, e no Rio de Janeiro, que terá até dez operações semanais a partir de julho. Santiago e Buenos Aires também registram incremento, com até dez e nove frequências semanais, respectivamente.
Na América do Norte, a novidade é a abertura da rota entre Paris-Charles de Gaulle Airport e Las Vegas, com três voos semanais operados por aeronaves Airbus A350-900 a partir de 15 de abril. Com isso, o destino passa a ser o 19º da companhia nos Estados Unidos.
Ainda no mercado norte-americano, a Air France ampliará sua operação para Nova York, adicionando um segundo voo diário para Newark. Durante a temporada, a empresa oferecerá até 11 voos diários entre Paris e os aeroportos JFK e Newark, em parceria com a Delta Air Lines.
Ásia ganha protagonismo diante de cenário geopolítico
A suspensão de rotas no Oriente Médio abriu espaço para a expansão da malha asiática, considerada estratégica para a companhia. Desde o início da crise, a Air France vem reforçando a oferta em destinos de alta demanda, com voos adicionais e aeronaves de maior capacidade.
A tendência deve se manter ao longo do verão europeu, com novas frequências e ajustes operacionais que priorizam mercados consolidados e de alta rentabilidade na região.
Reestruturação operacional e foco em conectividade
Outro movimento relevante é a reestruturação da malha doméstica francesa, com centralização das operações no hub de Paris-Charles de Gaulle. A medida inclui aumento de frequências para cidades como Toulouse, Nice e Marselha, além da concentração dos voos para territórios ultramarinos no mesmo aeroporto.
A estratégia visa otimizar conexões internacionais e fortalecer a integração da rede. Paralelamente, a Transavia France amplia sua atuação em Paris-Orly, com lançamento de rotas domésticas e operação de 230 rotas para 109 destinos em 33 países.
No segmento premium, a Air France segue expandindo a cabine La Première para novas rotas, incluindo Abidjan e San Francisco. A companhia também avança na implementação de Wi-Fi gratuito de alta velocidade, com 40% da frota já equipada e previsão de cobertura quase total até o fim de 2026.

