Brasil e Bolívia avançaram na modernização das relações aéreas bilaterais com a assinatura, nesta segunda-feira (30), em São Paulo, de um Memorando de Entendimento que atualiza as regras de operação entre os dois países. O novo documento estabelece maior liberdade para as companhias aéreas definirem a quantidade de voos e operações de carga, alinhando o acordo às demandas atuais do mercado.
A iniciativa foi formalizada por autoridades brasileiras e bolivianas e revisa o acordo original firmado em 1951. A partir da atualização, as empresas passam a ter autonomia para ajustar suas operações de passageiros e de transporte de mercadorias conforme a necessidade comercial e a capacidade operacional dos aeroportos envolvidos.
“O fortalecimento da conectividade aérea internacional é uma prioridade do Governo Federal. Esse acordo com a Bolívia amplia oportunidades para o setor, reforça o transporte de cargas e passageiros e contribui diretamente para o desenvolvimento econômico”, destacou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.
Flexibilidade operacional amplia oferta de voos e rotas
Com o novo entendimento, deixam de existir limites previamente estabelecidos para o número de frequências aéreas entre Brasil e Bolívia. Na prática, a medida concede maior flexibilidade às companhias para planejar rotas, horários e volume de operações de acordo com a demanda e as condições da infraestrutura aeroportuária disponível.
A expectativa é que a mudança contribua para ampliar a oferta de voos, estimular a competitividade entre as empresas e gerar impactos positivos tanto para passageiros quanto para setores produtivos que dependem do transporte aéreo. O modelo também favorece ajustes mais rápidos na malha aérea, especialmente em períodos de variação na procura por viagens ou serviços logísticos.
Transporte de cargas ganha novas possibilidades
Outro ponto relevante do memorando é a ampliação das condições para a realização de voos exclusivamente cargueiros, que passam a contar com maior liberdade operacional. Essa possibilidade tende a fortalecer a logística entre os dois países e ampliar o fluxo comercial em segmentos que exigem agilidade no transporte de produtos.
A atualização do acordo também abre espaço para o desenvolvimento de novas rotas e para o aumento da integração econômica entre Brasil e Bolívia, especialmente em cadeias produtivas que dependem de conexões aéreas regulares e eficientes para garantir competitividade e expansão de mercados.

