O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo (SP), completa 90 anos com obras de ampliação financiadas em parte pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Do total de R$ 4,64 bilhões aprovados para 11 aeroportos operados pela Aena, R$ 2 bilhões foram destinados ao terminal paulista.
O pacote aprovado em dezembro de 2025 inclui R$ 4,24 bilhões via subscrição de debêntures e R$ 400 milhões por meio da linha Finem. O objetivo é ampliar a capacidade operacional e apoiar o sistema aéreo nacional. Em 2025, Congonhas recebeu mais de 24 milhões de passageiros.
Entre as intervenções previstas está a construção de um novo terminal de passageiros até 2028, com ampliação da área de 45 mil metros quadrados (m²) para 105 mil m². As obras em andamento incluem a expansão da área de inspeção de segurança, modernização de banheiros, ampliação da área comercial de 10 mil m² para mais de 20 mil m², além da instalação de 19 novas pontes de embarque.
O projeto também prevê aumento das posições de estacionamento de aeronaves, de 30 para 37, e melhorias no pátio de manobra, que contará com 215 mil m².
Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, destacou a relevância dos investimentos para a aviação e a logística. “Vamos alavancar esses 11 aeroportos com mais de R$ 9 bilhões de investimentos, mais gente podendo acessar o transporte aeroviário, chegar cedo em casa, produzir mais, ter acesso ao lazer e integrar este país continental”, afirmou.
O executivo também mencionou a ampliação da infraestrutura para aeronaves da Embraer. “Vamos dobrar a área útil de Congonhas, com 19 novos fingers – e pode fazer finger para a Embraer caber, porque agora a Gol vai comprar Embraer, a Latam já está comprando, a Azul compra. O BNDES financiou a exportação de 169 aviões de Embraer para o mundo”, disse.
Santiago Yus, diretor-presidente da Aena Brasil, afirmou que a entrega do novo terminal está prevista para junho de 2028. “Será ainda mais eficiente, mais confortável e mais bonito, impressionante como São Paulo”, declarou.
A iniciativa integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e adota modelo de financiamento do tipo project finance non recourse, no qual o pagamento é feito com base nas receitas do projeto. O modelo prevê possibilidade de refinanciamento após a conclusão das obras, com ajuste das condições financeiras.

