São Paulo (SP) – O dólar comercial amanheceu em queda de 1,01% nesta sexta-feira (9), cotado a R$ 5,01, menor valor em dois anos. Com isso, o dólar turismo se estaciona na faixa dos R$ 5,21. No mesmo dia, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 1,52%, aos 195.129 pontos, renovando o recorde histórico.
O movimento ocorreu em um contexto de atenção dos investidores aos desdobramentos no Oriente Médio. Apesar de um cessar-fogo anunciado entre Estados Unidos e Irã, episódios de tensão e relatos de ataques mantiveram o mercado em alerta.
A valorização dos ativos brasileiros também foi influenciada por fatores externos, como a redução de prêmios de risco e maior apetite global por investimentos em mercados emergentes. No acumulado do ano, o dólar registra queda de 7,76% frente ao real.
No mercado internacional, o cenário segue volátil. O preço do petróleo, impactado por incertezas na região, chegou a subir, com o barril do tipo Brent negociado próximo de US$ 98. A possibilidade de interrupções na oferta, especialmente após tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, segue no radar.
As bolsas norte-americanas fecharam em alta, enquanto os principais índices europeus registraram queda. Na Ásia, o desempenho foi misto, refletindo cautela dos investidores diante do cenário geopolítico.
No Brasil, o mercado também acompanha indicadores econômicos. O IPCA, índice oficial de inflação divulgado pelo IBGE, acelerou em março, influenciado pelo aumento dos combustíveis. O dado reforça a atenção sobre a política monetária e as próximas decisões do Comitê de Política Monetária (Copom).
Entre as projeções predominantes, está a expectativa de redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros na próxima reunião, atualmente em 14,75%.
No pregão seguinte, o dólar continuou em trajetória de queda, sendo negociado próximo de R$ 5,01, enquanto o Ibovespa buscava novos avanços após a sequência de altas recentes.

