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Greve cancela mais de 520 voos da Lufthansa em Frankfurt

Paralisação de tripulantes afeta operações na Alemanha e impacta conexões internacionais em pleno retorno das férias de Páscoa

Kamilla Alves
Kamilla Alves
Gestora Web - E-mail: milla@brasilturis.com.br

A Lufthansa enfrenta o cancelamento de mais de 520 voos nesta sexta-feira (10) devido à greve de tripulantes de cabine convocada pelo sindicato UFO. A paralisação atinge principalmente as operações nos aeroportos de Frankfurt e Munique, além de voos da subsidiária Lufthansa CityLine em Berlim e outros terminais do país.

A greve teve início à 00h01 no horário local e segue até às 22h, impactando decolagens e conexões ao longo do dia. Segundo a associação aeroportuária ADV, o número de cancelamentos ultrapassa 520 voos, enquanto apenas o Aeroporto de Frankfurt registra cerca de 570 operações afetadas, entre pousos e decolagens.

Impacto operacional e conexões

Embora a paralisação esteja concentrada na Alemanha, o impacto se estende a voos com origem em outros países, afetando conexões internacionais e passageiros em trânsito. O cenário ocorre em um momento sensível, com o fim das férias escolares de Páscoa em diversos estados alemães, o que amplia o número de viajantes impactados.

Para mitigar os efeitos, o grupo Lufthansa implementou um plano de contingência com a redistribuição de operações entre subsidiárias não afetadas diretamente pela greve. Entre elas estão a Discover Airlines e a Eurowings, que assumem voos adicionais sempre que possível.

Outras empresas do grupo, como Austrian Airlines, Swiss, Brussels Airlines, Air Dolomiti e Ita Airways, estão utilizando aeronaves de maior capacidade para absorver parte da demanda reprimida.

Negociações e pressão sindical

A paralisação foi aprovada por 94% dos membros do sindicato, após o fracasso das negociações do acordo coletivo com a companhia. O movimento busca pressionar a empresa a avançar nas demandas trabalhistas, após cinco meses de tratativas sem consenso.

Michael Niggemann, membro do conselho da Lufthansa, criticou a mobilização. “Esta escalada é irresponsável. E ainda mais num momento em que lidamos com desafios geopolíticos como uma evolução extrema dos preços do querosene e grande incerteza para os próximos meses”, afirmou.

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